A indignação é grande de alguns comerciantes de Novo Hammburgo. O motivo é a proliferação de vendedores ambulantes em cruzamentos do município comercializando bandeiras, camisas e outros produtos da seleção brasileira, Grêmio e Inter, entre outros times de futebol. São falsificações ou produtos não licenciados sendo vendidos livremente, sem qualquer dificuldade ou repressão. É bom deixar claro: tem comprador! Flagrei uma família fazendo compras num destes locais.
Um comerciante do bairro Rio Branco, que trabalha com produtos da Copa e pediu para não ser identificado, disse que paga vários impostos, gera empregos formais, ajuda na riqueza do município, mas está perdendo negócios para estes ambulantes. “Qual retorno eles trazem para o município? Me sinto explorado. Onde está a fiscalização?”, questiona.
Procurei a Prefeitura para entender se é permitida esta proliferação de ambulantes.
Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia, Trabalho e Turismo (Sedetur) é permitida a venda, somente de forma ambulante, e não fixa, desse material, desde que tenham alvará para tal atividade conforme informação prestada aos vendedores que fizeram sua regularização. Na região central da cidade é proibida a venda ambulante. Quanto a fiscalização, é feita pelo fiscais da SEDETUR e Guarda Municipal, que podem receber as denúncias (Sedetur 3594-9940 e GM 153).
Um detalhe: além da venda de produtos falsificados, sem a justa geração de tributos ou
empregos formais para o município, ainda tem a questão do trânsito. Bandeiras, camisas e outros adereços pendurados nas esquinas bloqueiam a visão de motoristas e aumentam risco de acidentes. Só por esse motivo já poderiam ser retirados. Registrei três pontos com varais da falsificação: dois na Avenida 1º de Março e um na Rua José do Patrocínio.
PS: Não fui informado de qualquer ação da
CDL e/ou Sindilojas para coibir esta situação.
