Comerciante de Novo Hamburgo tem lojas invadidas no final de 2025 e no começo de 2026

O método utilizado foi o mesmo: pedrada na vidraça para poder ingressar no estabelecimento

Após destruir vidraça, criminoso circulou por dentro da loja. Reprodução

Um comerciante de Novo Hamburgo começou o ano de 2026 da mesma forma que encerrou o ano de 2025: sendo alvo do crime.

As lojas SulBazar e SulParts estão localizadas na esquina da Avenida Pedro Adams Filho com a Rua Três de Outubro, bairro Pátria Nova, em Novo Hamburgo.

Na madrugada deste domingo (11), um homem arremessou uma pedra contra a vidraça da SulBazar e ingressou no estabelecimento. Uma câmera interna flagrou o criminoso circulando na loja e indo em direção ao caixa, em busca de dinheiro ou objetos de valor.

A suspeita inicial é que possa ser o mesmo criminoso que invadiu a loja SulParts, que fica exatamente ao lado da SulBazar. Conforme registrado pelo Portal, na madrugada de 25 de dezembro, o comércio foi atacado. Um homem arremessou uma pedra e explodiu a vidraça.

A matéria pode ser relembrada aqui: https://martinbehrend.com.br/novo-hamburgo/vidraca-destruida-e-loja-atacada-hamburguense-desabafa-sobre-a-criminalidade .

DESABAFO

Assim como da outra vez, o comerciante hamburguense Gilberto dos Reis, o Betinho, voltou a publicar em redes sociais um vídeo do ataque gravado por câmera de monitoramento no interior do estabelecimento.

Betinho – que foi secretário municipal da Fazenda e é servidor público aposentado – também voltou a publicar uma reflexão em tom de desabafo. Confira a manifestação:

“Quando o Estado falha, o crime se repete

Não é surpresa, é indignação. Em menos de 20 dias, nossa loja foi novamente arrombada. O prejuízo se repete, o medo se instala e a sensação de abandono cresce. Tudo indica que o autor é o mesmo. Quando a reincidência se torna previsível, o problema deixa de ser policial e passa a ser institucional.

O roteiro é conhecido: arromba, furta, troca o produto do crime por drogas e retorna às ruas em pouco tempo. A engrenagem do crime funciona. O Estado, não. A polícia atende, registra, prende. O sistema de justiça solta. O resultado é um ciclo contínuo de impunidade.

Quem paga a conta é o cidadão honesto. Comerciantes substituem vidros, reforçam portas, investem em alarmes e convivem com a insegurança. O comércio vira trincheira. Trabalhar passa a exigir coragem. O custo da ineficiência estatal é transferido a quem produz e gera empregos.

O discurso oficial insiste em políticas públicas e prevenção, mas ignora o óbvio: sem consequência efetiva ao crime reiterado, não há prevenção possível. Quando a punição não se impõe, o crime compensa. Quando a reincidência é tolerada, a lei perde autoridade.

Não se trata de defender excessos, mas de exigir responsabilidade. Segurança pública é resultado, não retórica. Normalizar o medo é admitir a falência do sistema. E quando o Estado falha em proteger o cidadão, o pacto social se rompe.”

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