Já são cinco dias sem chuva no Vale do Sinos. Mais do que isso, tem o sol marcando presença
É com esse cenário que muitos hamburguenses continuam deixando os abrigos públicos e retornando para suas casas. Na região mais afetada da cidade, o bairro Santo Afonso, bombas trabalharam intensamente nos últimos dias para tirar a água e devolver para o Rio dos Sinos
Num primeiro momento, é uma retomada para limpeza e avaliação de prejuízos.
Na segunda etapa, é momento de recomeçar e equipar os imóveis.
VISITA INTERNACIONAL
Neste final de semana, Novo Hamburgo recebeu representantes da OIM, Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para as Migrações.
Integrantes fizeram visita técnica ao abrigo público da Fenac, no bairro Ideal, e ao bairro Santo Afonso, bastante afetado pela enchente do Rio dos Sinos em Novo Hamburgo.
O grupo da agência da ONU elogiou a estrutura organizada pela Prefeitura de Novo Hamburgo e as soluções encontradas para melhorar o acolhimento às pessoas que tiveram de deixar suas casas.
No abrigo da Fenac, que chegou a receber mais de três mil pessoas, estavam na manhã deste domingo (2) cerca de 870 pessoas. Há ainda outro abrigo público na cidade, no Parque do Trabalhador, com 79 pessoas. A cada dia o número de abrigados diminui.
REPRESENTANTES
Em Novo Hamburgo, a equipe da ONU, composta pela coordenadora regional interagencial de Abrigos e Transporte Humanitário, Celia Izquierdo, a coordenadora da Área de Gestão e Coordenação de Abrigos, Ellene Carla Baettker, e o assistente de projetos Paulo Romero, foi recebida pelos secretários de Desenvolvimento Social, Jurema Pieper, e de Administração, Fauston Saraiva, e a procuradora-geral do Município, Fernanda Luft.
“Ficamos felizes com o reconhecimento da equipe da ONU ao trabalho que estamos desenvolvendo nos abrigos temporários. Somos solidários às pessoas afetadas e estamos empenhados em drenar a água das áreas inundadas, auxiliar na limpeza e garantir a volta à normalidade o quanto antes”, afirmou a prefeita Fátima Daudt.
“Sabemos da forma impactante e repentina que toda a sociedade gaúcha foi atingida pelas inundações e que centenas de abrigos provisórios tiveram que ser organizados de um dia para o outro demandando uma resposta rápida e sem precedentes. Com o trabalho em emergências que a OIM desenvolve no Brasil e no restante do mundo, esperamos poder contribuir para o aprimoramento dessas estruturas que irão permanecer abertas nos próximos meses e assim reforçar a resposta humanitária que está sendo realizada”, ressaltou a coordenadora da OIM, Celia Izquierdo.
VISITAS TÉCNICAS
As visitas técnicas são realizadas em apoio aos governos locais e têm como objetivo dar suporte ao mapeamento das ações implementadas e entender os espaços organizados para abrigamento.
A OIM é líder do Grupo Global de Coordenação e Gestão de Abrigamento em casos de deslocamentos ocorridos por desastres naturais. O intuito é assegurar que as pessoas afetadas possam ter acesso a assistência vital e se abrigar em locais seguros, dignos e com instalações apropriadas enquanto necessário.
No Brasil, a OIM tem sua sede em Brasília e está presente em outras 12 cidades, incluindo Porto Alegre. A OIM está presente no Brasil desde 2016. O site é: https://brazil.iom.int/pt-br .
