Encontro seguidamente Ricardo Burlamaque Peradotto, 38 anos, na padaria Tele Cuca localizada na Rua Castro Alves, no bairro Rio Branco, em Novo Hamburgo. Está ali folheando um jornal, fazendo um lanche ou conversando com amigos. Sempre nos cumprimentamos, por vezes rola uma conversa rápida – vida de jornalista é um correrio. Fiquei especialmente feliz ao receber uma sugestão de matéria da equipe do CFC Valderez pois o protagonista do relato é o próprio Ricardo.
O bancário hamburguense esta iniciando uma nova
etapa em sua vida. Portador de nanismo, ele sentia falta de poder
dirigir. Uma realidade que mudou e pode transformar a sua rotina. Hoje, já com
sua CNH em mãos comemora uma nova situação. “Estou tão feliz que não vou nem ao
mercado na esquina sem o carro”, diz ele emocionado. Depois de algumas
tentativas ao longo do tempo, neste ano cumpriu todo o processo para a
aquisição da documentação necessária e recebeu respaldo dos profissionais do
CFC Valderez para a conquista deste sonho.
Peradotto fez algumas modificações no automóvel Onix que
adquiriu. Alongou os pedais e elevou o assoalho do veículo. Não teve a
necessidade de fazer alterações no câmbio e na altura do banco. Com isso, ficou
confortável para dirigir. “Temos instrutores treinados para alunos especiais,
com curso de libras e treinamento para aulas em veículos adaptados. Mesmo que o
CFC não tenha estes veículos, estamos habilitados para utilizar o veículo do
aluno quando necessário”, explica a diretora-geral do CFC Valderez, Mariã
Oliveira dos Santos.
No CFC Valderez o aluno fez um intensivo de aulas em quatro
etapas. O centro de formação possui uma metodologia de ensino que visa
identificar na primeira etapa as possíveis dificuldades que o aluno venha a
ter. O início da aprendizagem é feito normalmente através de uma aula de 50
minutos e assim os instrutores podem acompanhar o nível de entendimento do
aluno e a evolução da aprendizagem. Após essa etapa é possível aumentar o
período de aula para duas aulas de 50 minutos por dia, desde que não fique
cansativo para o aluno.
Uma equipe pedagógica e psicológica dá todo o suporte do
início ao fim do processo de habilitação. No caso de Peradotto a evolução foi
rápida. “O Ricardo, teve suas aulas acompanhadas e monitoradas pela nossa
equipe desde o início e se saiu muito bem, evoluiu a cada etapa e se mostrou
muito calmo e comprometido. Sua confiança e dedicação é que fizeram com que
concluísse esta etapa com o objetivo alcançado”, ressalta Mariã.
