A situação da educação pública em Novo Hamburgo – bem como em todo o país – tem desafios permanentes. Algumas questões são históricas – valorização salarial e infraestrutura deficitária -, enquanto outras são mais recentes – novas tecnologias.
No caso da Capital Nacional do Calçado, o cenário da educação para crianças e adolescentes tem um cenário que emerge provocando angústia, incertezas e questionamentos sobre o futuro: a rejeição e o cansaço de professores com a rede pública hamburguense.
No dia 9 de abril, a presidente e a vice-presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH), Luciana Martins e Ana Maria Felix Sartori, estiveram no Videocast do Portal Martin Behrend. Durante o programa – confira abaixo na íntegra – elas trouxeram números alarmantes sobre a rejeição de professores com o município.
Em alguns levantamentos da entidade, essa situação preocupante fica escancarada:
- Em 2025, mais de 80 professores concursados pediram exoneração de suas funções na rede municipal;
- Nas primeiras semanas do ano letivo de 2026, cerca de 30 professores concursados pediram exoneração de suas funções na rede municipal;
- Somando os números de 2025 e 2026, mais de 110 professores pediram exoneração da rede municipal;
- Em 2025, cerca de 50% dos professores dos anos iniciais que foram chamados para assumir, a partir da lista do concurso público em vigor, não aceitaram o emprego: de 250 chamados, 126 não quiseram o trabalho, mesmo classificados em concurso;
- Também em 2025, dos professores de anos finais, dos 58 chamados, apenas 14 desejaram assumir o trabalho;
DIFERENTES MOTIVOS
Durante o Videocast, as representantes do SindProfNH destacaram alguns pontos que afastam muitos professores da rede municipal de Novo Hamburgo:
- Corte de benefícios praticado pelo atual governo – o prefeito Gustavo Finck (PP), quando vereador, foi contra; ao assumir a Prefeitura, traiu a categoria e impactou muitos professores com perdas
- Falta de valorização dos professores com mestrado e doutorado – é preciso esperar até nove anos para receber somente 15% a mais por ter doutorado
- Descumprimento pela Prefeitura da Lei 226/2026 – Lei do Descongela que impacta nas carreiras dos servidores
- Sobrecarga, pressão e violências no ambiente escolar
- Precarização das condições de ensino e aprendizagem
- Falta de diálogo com a Prefeitura
- Votação de projeto na Câmara de Vereadores que pode politizar e beneficiar aliados políticos como diretores de escolas
O cenário é preocupante e sem mudanças consideráveis em relação ao atual cenário a crise de rejeição dos professores com a rede municipal deve aumentar.
O Videocast completo sobre os graves problemas na educação de Novo Hamburgo pode ser conferido aqui:

























