O casal de Novo Hamburgo, Carlos Eduardo Araújo e Ana
Carolina Pont, que foi para África realizar trabalho voluntário durante o ano de
2017, está completando seis meses de voluntariado pelo continente. Carol e
Duda já passaram por países como África do Sul, Namíbia, Botswana, Zâmbia,
Malawi, Tanzânia e, agora, estão no Quênia realizando o quinto projeto.
Eles estão no Projeto Espírito Livre – Voluntários pelo
Mundo. “Quando imaginei em vir para a África fazer trabalho voluntário, como
sou bióloga, logo pensei em trabalhar com bichos, mas chegando aqui e vendo o
dia a dia e a realidade do lugar, mudei meu foco e a maioria dos nossos projetos
está concentrando na área social” diz Carol cheia de emoção. “Conforme vamos
realizando os projetos, novas organizações reconhecem nosso esforço e estão
solicitando nossa ajuda, estamos vendo isso como uma resposta positiva ao nosso
desempenho por aqui” afirma Dudu de forma positiva.
Conheça abaixo os projetos onde a dupla atuou. Os textos foram encaminhados por Carol e Dudu.
O primeiro projeto – Ajuda Social
A primeira ajuda na África do Sul foi no Amapondo Childrens
Project, iniciado em 2001 e registrado como uma Organização sem fins lucrativos
em 2006. O projeto visa ajudar diversas instituições e comunidades de Port St
Johns, local situado no centro do antigo Transkei, que é classificado como um
dos 10 mais pobres do mundo. Nosso trabalho foi realizado na Mthumbane
Pre-Primary School, uma escola no estilo jardim da infância, construída pela
comunidade em 1989 e inaugurada em 1990. Sem contar com o auxílio do governo
até os dias de hoje, sobrevive com o apoio de empresários locais e voluntários.
Conta com cerca de 70 crianças de 0 até 6 anos, divididas em duas salas, 0 a 2 e 2
a 6. Além das duas salas de aula, ainda conta com uma pequena cozinha, (sem água
na parte interna), um pequeno hall que é usado como sala dos professores e um
banheiro, este instalado em 2015, com privada e descarga pois as crianças nunca
tinham visto ou usado uma privada com descarga até então. Ajudávamos com as
rotinas de educação e higiene, além de brincar e dar carinho as crianças.
Também auxiliávamos na cozinha e em serviços gerais de manutenção da escolinha.
Segundo projeto – Ajuda Social, ambiental e permacultura
Nossa segunda parada na África do Sul foi na casa de uma
família sul africana na cidade de Baardskeerdersbos. Essa família tenta ser o
mais sustentável e autossuficiente possível, depois de algumas intempéries da
vida, foram morar em um terreno rural. Atualmente eles estão construindo a
própria casa, usam luz gerada por placas solares, água potável da chuva, água
de serviço de um poço, banheiros secos, separam o lixo e vendem o que é
reciclável, plantam o alimento, criam galinhas, trocam alimentos e produtos,
moram em um trailer, cozinha é em um contâiner, pia e banheiros externos,
(banho de 3 minutos). As paredes da casa
são de blocos de feno, revestidos com argila retirada do próprio solo, as
aberturas são antigas e restauradas, estrutura e telhado de metal. Tudo até
agora foi construído e feito pela família e com ajuda de voluntários. Nós
auxiliamos na construção das paredes externas, o que consiste em extrair a
argila do solo, preparar a pasta, preparar os blocos e fixá-los. Além disso,
ajudamos a renovar as peças em madeira e ajudamos com as rotinas de compostagem.
Terceiro projeto –
Ajuda animal
O terceiro projeto foi na localidade de Kraaifontein (África
do Sul), fomos voluntários em um Ride Center (centro de equitação), onde os 6
Pôneis e os 2 cavalos que lá se encontravam, foram resgatados das ruas ou de
algum outro lugar onde sofriam maus tratos. Alguns dos problemas que eles
apresentavam era medo de pessoas altas, pois haviam sofrido nas mãos de adultos,
a grande maioria tinha problemas na coluna, além de baixa sensibilidade na
boca, pernas dianteiras fortes e traseiras deficientes e atrofiadas, pois
puxavam carroças de forma inadequada e continuamente. Graças a esse Ride Center
encontraram um lar que possibilitou a quase que total reabilitação. Agora eles
recebem alimentação correta e balanceada, visita médica e odontológica
regularmente além de carinho e atenção das crianças que visitam e fazem aulas
no local. Éramos encarregados de disponibilizar a alimentação os animais (café
da manha, almoço e jantar), fazer as rotinas de higiene, além de manter os
estábulos limpos.
Quarto projeto – Ajuda Social
Nosso quarto projeto foi na cidade de Windhoek, capital da
Namíbia. A escola que ajudamos é única na Namíbia. Trata-se de uma escola para
deficientes visuais, recebendo crianças de todo o país, pois é o único lugar
que estas crianças conseguem uma educação apropriada e gratuita. A escola na
verdade é um complexo de 3 escolas (deficientes visuais, auditivos e mentais),
contando com um hostel e um refeitório, bem ao estilo internato. A escola é de
ensino fundamental e médio, e conta somente com uma professora de braile para
todas as turmas. Estávamos encarregados de auxiliar na primeira série, tarefa
difícil, pois todos ainda estão aprendendo inglês, pois como a escola recebe
crianças de todo o país, cada um tem uma língua nativa diferente. Mas este não
foi o maior desafio, tínhamos 13 crianças na sala de aula, com idades variando
de 5 a 10 anos, todas com algum problema de aprendizagem e déficit de atenção,
além disso, das 13 crianças, oito tinham um alto grau de deficiência visual, duas eram praticamente cegas e uma é completamente cega.
Quinto projeto – Ajuda social
Quinto projeto e seis meses de dedicação. Estamos em Nakuru,
cidade próxima a Nairóbi, capital do Quênia. Estamos ajudando a organização
chamada Springs of Hope Foundation que tem como objetivo ensinar atividades
rentáveis a mães solteiras para que elas possam de forma independente garantir
a alimentação e bem estar das suas crianças. O projeto tem uma casa alugada
onde nove mulheres e treze crianças dividem o mesmo teto. Nossa ajuda consiste
em cuidar das crianças (levar e buscar da escola, ensinar, brincar) e realizar as
tarefas da casa (cozinhar, lavar, limpar) para que estas mulheres tenham
bastante tempo para se dedicarem ao aprendizado. Elas aprendem corte costura,
confecção de bijuterias e artesanatos além de práticas domésticas uma vez que
estas mulheres vivem em aldeias onde a realidade é outra. A princípio este
projeto tem verba para se manter por um ano.
Simpatizou com esta causa e quer contribuir? É só entrar no
portal do projeto Espírito Livre e fazer sua doação: benfeitoria.com/espiritolivre.
Para quem quiser acompanhar o casal nas redes sociais, acompanhe a
fanpage https://www.facebook.com/euvouepronto. O
texto é da jornalista voluntária Laura Píffero com atualizações de Martin
Behrend.
CONFIRA ABAIXO MAIS REGISTROS DOS TRABALHOS REALIZADOS PELO CASAL

























