O artista visual e muralista de Novo Hamburgo Bruno Schilling vive um dos momentos mais significativos de sua carreira.
Neste ano, ele vai consolidar a expansão da sua atuação no Rio de Janeiro e tem firmado uma parceria com o Sistema Fiergs, que culminará com um desafio gigante.
Ele será responsável por um grande projeto de mais de 250 m² na nova Escola de Referência do Sesi dentro da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo — a mesma instituição onde ele se formou.
RIO DE JANEIRO
Em 2024 e 2025, Schilling intensificou sua presença no Rio de Janeiro, especialmente no bairro do Santo Cristo, região portuária que vive um processo acelerado de revitalização urbana.
O Portal Martin Behrend registrou algumas dessas ações no Rio: o viaduto do Terminal Mato Alto, em Guaratiba, na zona oeste da capital fluminense- a matéria aqui: https://martinbehrend.com.br/novo-hamburgo/os-tracos-do-hamburguense-bruno-schilling-passam-a-colorir-espacos-no-rio-de-janeiro – e a intervenção na caixa d’água do Velódromo Olímpico, na Zona Oeste – a matéria aqui https://martinbehrend.com.br/novo-hamburgo/bruno-schilling-de-bracos-abertos-com-formas-e-cores-sobre-o-rio-de-janeiro .
INTERCITY
O ponto alto dessa fase foi sua participação no Rua Walls, um dos maiores festivais internacionais de arte urbana da América Latina. O artista assinou duas empenas gigantes no Hotel Intercity Porto Maravilha, ambas com cerca de 70 metros de altura — trabalhos que figuram entre as maiores pinturas já realizadas por um artista do Rio Grande do Sul no estado fluminense.
Com estética marcada pelo abstracionismo geométrico e pela arte cinética, Schilling transformou as fachadas do hotel em marcos visuais da região portuária, reforçando a conexão entre arte, arquitetura e urbanismo contemporâneo.
Paralelo à expansão no Rio, 2025 marcou também a consolidação de Schilling como um dos principais nomes do muralismo aplicado a espaços institucionais no Rio Grande do Sul.
Ao longo do ano, ele desenvolveu uma série de intervenções para o Sistema Fiergs, que incluíram:
- Pinturas no Senai de São Leopoldo, Estância Velha e Bento Gonçalves;
- Um grande mural para a Academia do Sesi em Panambi;
- E, mais recentemente, obras na Academia do Sesi dentro da sede da Fiergs, em Porto Alegre.
Esses projetos reforçaram uma estética capaz de dialogar com temas como inovação, movimento, formação profissional e bem-estar, características que vêm se tornando assinatura do artista em ambientes de educação e tecnologia.
RETORNO À FEEVALE
O retorno à Feevale e um dos maiores projetos da carreira Todo esse percurso desemboca na principal novidade para 2026: o desenvolvimento do projeto artístico da Escola de Referência do Sesi, que será instalada dentro do campus da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo.
A iniciativa prevê 15 pinturas internas, somando mais de 250 m² de arte, e simboliza um retorno emocionalmente potente: ele volta como artista à instituição onde se formou em 2012, agora para deixar sua marca permanente em um dos projetos educacionais mais estratégicos do Estado. Para Schilling, o convite representa “fechar um ciclo para abrir outro” — conectando história, formação e maturidade artística com uma nova geração de estudantes.
CONSOLIDAÇÃO
Entre empenas monumentais no Rio de Janeiro, projetos institucionais de grande escala no Rio Grande do Sul e a aproximação com iniciativas de impacto social, Schilling vive uma fase de consolidação como artista visual capaz de transitar entre o urbano, o educativo e o arquitetônico.
Com obras que superam os 70 metros de altura e projetos que ultrapassam os 250 m², sua produção ganha nova envergadura e se prepara para alcançar públicos ainda maiores em 2026.
