“Boa tarde, Martin. Gostaria de avisar sobre a retirada das grades do Banrisul. Isso vai trazer de volta aquelas pessoas que acampavam ali, trazendo prejuízos ao comércio do Centro. E também vai voltar a intimidação das pessoas que caminham na calçada, pois eles querem dinheiro a qualquer custo. Achamos que era um assunto resolvido e um problema a menos para os comerciantes, pois algumas lojas foram saqueadas. Estão tirando as grades agora.”
A reportagem do Portal Martin Behrend recebeu essa mensagem no sábado passado (9). Uma comerciante do Centro relatou a situação que estava ocorrendo na agência do Banrisul localizada na esquina das ruas Bento Gonçalves e Joaquim Nabuco.
A marquise da calçada, por meses e até anos, serviu de acampamento para moradores de rua. Além do cheiro ruim até mesmo porque algumas necessidades eram feitas ali, o cenário do local passou a inibir a circulação das pessoas.
Num dos episódios de maior repercussão, colocaram fogo nos colchões dos moradores da rua e a própria agência foi danificada – prejuízo para o banco público.
Com as grades posicionadas junto aos pilares, numa posição mais avançada, não teve mais espaço para acampamentos de moradores de rua no espaço sob a marquise.
A reportagem do Portal Martin Behrend registrou esta ocorrência em março de 2017: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
ESCLARECIMENTO
A reportagem do Portal Martin Behrend procurou a assessoria de imprensa para entender o motivo da retirada das grades. Foi enviado o seguinte esclarecimento:
“O
Banrisul informa que a retirada do referido gradil, na agência Novo
Hamburgo (Av. Bento Gonçalves, 2.594), deu-se em cumprimento
de recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, sobre o
regramento do Plano Diretor Municipal referente ao recuo de calçadas.”
Então, é isso. O Ministério Público notificou o Banrisul, que retirou as grades.
O que vem pela frente? O local voltará a ser acampamento de moradores de rua? Os comerciantes voltarão a ter pesadelos? Vão tocar fogo nos colchões novamente?
Só o tempo dirá.
