Autoridades alertam para superlotação no Hospital Municipal de Novo Hamburgo

Nesta segunda-feira, o índice de ocupação chegou a 245% da capacidade prevista para o setor.

As últimas semanas estão registrando um quadro preocupante na área da saúde em Novo Hamburgo.

Diante desse cenário, a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) confirmou, nesta segunda-feira (11), um aumento significativo na demanda por atendimentos de urgência, emergência e internações no Hospital Municipal (HMNH) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade.

Atualmente, a área de observação da emergência do HMNH, que possui estrutura para acomodar 13 pacientes, vem operando com média de 31 pessoas nos últimos dez dias. Nesta segunda-feira, o índice de ocupação chegou a 245% da capacidade prevista para o setor.

Além disso, a rede também registra pacientes aguardando transferência das unidades de pronto atendimento para internação hospitalar. Nesta segunda, eram 11 pacientes na UPA Canudos e outros nove na UPA Centro aguardando leitos no Hospital Municipal.

A diretora-presidente da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, Vania Horbach, explica que a situação enfrentada atualmente se dá em razão da elevada ocupação hospitalar em determinadas especialidades e à dificuldade de encaminhamento desses pacientes para as devidas referências.

Segundo ela, hoje a maior demanda de internações envolve pacientes das áreas vascular, cardiológica, neurológica e traumato-ortopédica, especialidades que enfrentam dificuldade de vazão nas transferências hospitalares, gerando pressão sobre toda a rede.

Além disso, este período do ano geralmente costuma apresentar elevação de atendimentos em decorrência de problemas respiratórios. Porém, a maior procura está concentrada nas especialidades relatadas acima.

MONITORAMENTO

A FSNH e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) seguem monitorando diariamente a ocupação dos leitos e o fluxo de atendimentos. Caso o cenário de aumento contínuo da demanda persista nos próximos dias, novas medidas operacionais poderão ser anunciadas para ampliar a capacidade de resposta da rede pública de saúde, incluindo, eventualmente, a restrição temporária de determinados atendimentos, especialmente procedimentos eletivos.

A orientação da SMS é para que a população procure as unidades de saúde de referência nos casos de menor gravidade, permitindo que os serviços de urgência e emergência permaneçam prioritariamente voltados aos pacientes com quadros mais graves.

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