E o auditório da Casa das Artes, no Centro, foi pequeno para tantos interessados em participar da audiência pública que trataria da proposta de formatação para suceder a Fundação de Saúde de Novo Hamburgo, que cria o Instituto de Saúde Pública de Novo Hamburgo.
Com cerca de 130 lugares, o espaço lotou e muita gente não conseguiu se acomodar. O evento, aberto à comunidade, estava previsto para começar as 19 horas desta quinta-feira (7), mas estimativas de pessoas presentes ao encontro indicam que foram mais de 250 pessoas acompanhar os debates. Muitos servidores da saúde marcaram presença.
O presidente da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), Rafaga Fontoura, informou que a medida foi adotada para não deixar de fora os participantes que saíram de suas residências para participar dos debates. “Foi uma medida preventiva para evitar qualquer atrito”, explica. Em cinco dias, segundo Fontoura, deverá ser confirmado, em novo edital, o local e a data para realização da audiência pública.
A Casa das Artes já tinha recebido outras audiências – sobre o transporte, por exemplo – e tinha comportado sem contratempos o número de interessados em participar da atividade.
Em janeiro, a audiência público sobre o transporte por aplicativos – Uber, por exemplo – ocorreu no Salão de Atos do câmpus 2 da Universidade Feevale, que comporta cerca de 500 pessoas. A vantagem é que foi realizada em janeiro, quando não havia o movimento normal das aulas. Naquela oportunidade, mais de 200 pessoas estiveram na audiência pública.
SAIBA MAIS
O Diário Oficial da União do último mês de outubro publicou decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida pelo ministro Luis Roberto Barroso, que confirmou a inconstitucionalidade da lei de 2009 que criou a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), na gestão do ex-prefeito Tarcísio Zimmermann (PT), a partir de processo encaminhado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Cpers e outros sindicatos ligados ao funcionalismo, em dezembro de 2010.
