Como é bom ter em Novo Hamburgo “madames” que há 30 anos lutam para salvar vidas de pacientes com câncer. Que espetacular ter “madames” que atendem homens e mulheres de baixa renda em busca de um amparo para seguir o baile da vida.
Como é bom ter “madames” que usam seu telefone celular, gastam combustível do carro particular e vão em vilas atender pessoas desamparadas pelo sistema público de saúde. Vida longa às “madames” da Liga!
Neste sábado, 27 de setembro, a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo completa 30 anos de existência. Uma entidade que orgulha pela sua disciplina, determinação, empenho, obstinação e vontade de ajudar ao próximo. A utilização do termo “madames” é uma provocação e uma resposta a uma turma de invejosos, maldosos e desinformados que sempre está pronta para falar mal. Não deveria perder tempo com esta gente, mas vou usar a expressão “madames” como degrau para agradecer.
A Liga é uma escola da vida. E para a vida. Senhoras, jovens, tias, voluntárias e voluntários formam um exército desde 27 de setembro de 1984, quando a entidade surgiu a partir de uma inquietação da dra. Nora Lena Schneider. São pessoas que deixam suas famílias, amigos e compromissos pessoais e profissionais para estender a mão. Num momento de fragilidade do paciente, da descoberta da doença, da perspectiva de ter a vida abreviada, lá está o atendimento voluntário, gratuito e sorridente da Liga.
Milhares de homens e mulheres de baixa renda foram acolhidos e abraçados pela Liga nestes 30 anos. Hamburguenses que deveriam ser atendidos pelo sistema público de saúde, mas não encontraram a estrutura para seguir vivendo. E lá estava a Liga de portas abertas com suas voluntárias, nutricionistas, psicólogos, médicos, especialistas, passagens de ônibus, transporte gratuito, exames, remédios, ranchos, cestas básicas, fraldas, palestras, ensinamentos, prevenções, carinho e amor.
Ah, estas “madames” da Liga. Inquietas, criativas, sorridentes. Mulheres de fibra, que não se dobram no primeiro não. Nem no 50º. Guerreiras. Que fazem o bem sem olhar a quem. Que usam seu tempo para levar esperança a quem precisa. Mulheres da Liga. Mulheres da Vida. Anjos. As “madames” mais batalhadoras que já conheci nestes últimos 30 anos.
PS: A comunidade de Novo Hamburgo é a parceria mais valiosa e engajada que a Liga pode ter, apoiando e prestigiando os eventos que servem para colocar em prática os atendimentos.
PS 1: Dedico este texto a minha mãe, Miriam Herz Behrend, uma das fundadoras da Liga e que desde 1984 com seu trabalho de voluntária me ensinou a ajudar ao próximo.
