O ano de 2018 começa de maneira positiva para o município de
Novo Hamburgo. É uma realidade desesperadora para alguns hamburguenses que
somente reclamam e veem problemas na cidade. Azar da minoria azeda. O fato é
que uma conjunção de realidades permite trazer um olhar de esperança,
crescimento e melhorias para os hamburguenses.
Entrando no ano dois de atuação, o governo da prefeita
Fátima Daudt (PSDB) terá a missão de conduzir a parte administrativa para que
esses indicadores representem ganhos diretos para a comunidade – sejam
financeiros ou qualidade de vida. Muitas dessas boas notícias foram plantadas
em outras gestões e serão colhidas agora. É o que a comunidade mais deseja:
independente de quem vai inaugurar, quer investimentos entregues com qualidade
e boa prestação de serviços.
A propósito, um dos méritos da prefeita tucana no primeiro
ano de mandato envolve a conclusão de investimentos: diferentemente dos
prefeitos anteriores, que trancaram ou não levaram adiante projetos milionários
para Novo Hamburgo, Fátima priorizou concluir muitas obras em diferentes
estágios. Não fez mais que a obrigação, mas na comparação com seus
antecessores, mostrou postura mais republicana e eficiente.
O Portal Martin Behrend fez um levantamento de 20 situações de
porte ou relevância no município envolvendo saúde, desenvolvimento econômico,
esporte, cultura, educação, lazer e infraestrutura, que permitem afirmar: a
arrancada de 2018 é a melhor para Novo Hamburgo em uma década. Esta relação poderia ter outras citações, mas pela diversificação de segmentos se optou por 20. Caberá ao
governo Fátima Daudt aproveitar essa perspectiva.
– Orçamento histórico da Prefeitura de R$ 1,3 bilhão – Secretaria da Saúde
com R$ 228.180.943,00 (17,37% do total) e Secretaria de Educação tendo R$
220.157.582,00 (16,76%)
– Inauguração da UPA Centro – rua Visconde de Taunay – e do
Centro de Especialidades Médicas e Centro de Especialidades Odontológicas no
mesmo local. Será a segunda UPA no município – a primeira é a UPA Canudos. A
inauguração deveria ocorrer em 2017, mas ficou pra 2018.
– Inauguração da Casa das Artes, antiga Semec 2 – em frente
ao Paradão da avenida 1º de Março. Novo e moderno espaço cultural e artístico
do município. Inauguração prevista para julho. Mais de R$ 4 milhões (via LIC) da RGE Sul, com contrapartida da Prefeitura.
– Três novas feiras e eventos para o calendário da Fenac: Sinosfest, Reparasul
e Sulserve.
– Empresas de Novo Hamburgo do setor calçadista e de
máquinas participando de feiras internacionais em São Paulo, Gramado, Estados
Unidos, Colômbia e Itália, entre outros locais, com negócios internacionais
para o município.
– Consolidação das melhorias do Parcão, com trilhas, praça
de esportes e outros investimentos, com recursos do contrato do BID.
– Conclusão da ponte da Avenida dos Municípios, ligando Novo
Hamburgo e Campo Bom, numa nova rota de logística para a região. Investimento
de R$ 1,4 milhão do governo estadual – após mais de 20 anos de espera.
– Consagração de eventos de rua e em praças, como Ruas de
Lazer e Quintas no Parcão. Comunidade hamburguense integrada nas ruas.
– Revitalização da Praça Punta del Este, aguardada há sete
anos. Investimento da Trensurb para recuperar espaço.
– Liberação até o primeiro semestre do Teatro Paschoal
Carlos Magno, com investimentos e melhorias na segurança e acessibilidade da
casa de espetáculos.
– Início da revitalização do Centro de Novo Hamburgo com
recursos do contrato do BID – mais de R$ 30 milhões.
– Início das obras do quarto hospital de Novo Hamburgo: o
novo Hospital Unimed VS – mais de R$ 100 milhões de investimento.
– Ampliação do I Fashion Outlet. Investimento de R$ 75
milhões e a geração de mais de 1.000 empregos (diretos e indiretos). O projeto
foi aprovado na Prefeitura, mas a empresa prefere não confirmar início das
obras.
– Consolidação da revitalização do Parque Floresta Imperial,
recuperado e sob cuidados da Comusa.
– Sequência de investimentos da Comusa: R$ 36 milhões para
substituir canos de redes de água no período 2017-2020.
– Dezenas de escolas recebendo investimentos e melhorias que
foram ignoradas e esquecidas por anos no famigerado Orçamento Participativo das gestões anteriores.
– Conclusão e inauguração de duas novas Unidades de Saúde da
Família (USF).
– Funcionamento efetivo e integral do Centro Integrado de
Especialidades em Saúde (CIES), com investimento de R$ 16 milhões da
Universidade Feevale e atendimento aos pacientes do SUS, convênios e
particulares.
– Recuperação parcial do Ginásio Alberto Mosmann (Ginásio da
Fenac), que foi abandonado nos últimos anos e ficou interditado na gestão
anterior. Recursos de emenda do deputado João Derly (Rede) e contrapartida da Prefeitura.
– Início da organização para tirar do papel o Centro de
Inovação e Tecnologia (CIT), ao lado da Fundação Liberato Salzano Vieira da
Cunha. O CIT será um espaço de implantação de centros de pesquisa e ensino, empresas
da indústria criativa, microeletrônica e softwares.
A reportagem não falou em segurança. É provável o item
número um ou dois de prioridades da comunidade. A Prefeitura pode investir em
mais integrantes para a Guarda Municipal, novos equipamentos e tecnologia. Agora, enquanto o governo do Estado
seguir parcelando salários e humilhando os servidores da segurança, além de não
abrir vagas em presídios de forma adequada, e os senadores e deputados federais
não mudarem a legislação que favorece os bandidos, a violência pode até diminuir, mas longe do
necessário.
Para se ter mais segurança, é preciso que governo federal e
governo estadual invistam muito mais, e cabe ao município complementar com seu
efetivo, sua estratégia e sua competência. Até porque, do que adianta prender
300 bandidos se não têm vagas em presídios? Eles voltam pras ruas e pro crime. Triste realidade. O esforço dessa pauta é extremamente coletivo.
PS: Com tantas oportunidades e milhões sendo investidos no município, que as ruas e vias recebam mais e melhor asfalto. A buraqueira e a lentidão pra tapar as crateras assusta, incomoda e traz prejuízos. A Prefeitura pode planejar recuperar 30 a 40 ruas por ano, criando um calendário e evitando o descaso das gestões anteriores, que esqueceram de fazer a manutenção em centenas de vias.
