Novo Hamburgo ocupa, atualmente, a sétima posição no ranking
das cidades mais violentas do Estado. Em 2014, era a quinta mais violenta. Isso
significa que ainda tem muita criminalidade, mas alguns índices apontam um
indicativo de reversão. O Movimento #PAZ reuniu, em dois encontros,
representantes das forças de segurança pública para fazer uma avaliação dos
números do primeiro semestre de 2016. Estiveram presentes na Sociedade
Ginástica lideranças da Brigada Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade Urbana (Sesmur) Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e Instituto Geral de
Perícias (IGP). A meta do #PAZ é, em cinco anos, tirar Novo Hamburgo do Top 10 da violência no Rio Grande do Sul.
Um dos fatores que tem contribuído para combater a violência
envolve a instalação de câmeras no Instituto Penal de Novo Hamburgo (IPNH). As
fugas exitosas dos detentos do semiaberto, em um ano, quase zeraram. As
estatísticas foram repassadas pelo diretor do Instituto Penal, César Corrales.
Segundo ele, a média de fugas computadas – fora as sem registro – nos três primeiros meses de 2015 superou 23 ocorrências por mês. Em 24 de março de 2015, foram instaladas as câmeras. Após
isso, os números de tentativas de fugas despencaram.
No primeiro semestre deste ano (seis meses), foram 16 tentativas de fugas.
Destas, 14 não foram bem-sucedidas pelo flagrante a partir das câmeras e pela rápida
resposta da Brigada Militar e Guarda Municipal. “Trabalhamos em parceria. No
momento em que se observa a tentativa de fuga, já estamos em contato com Guarda
e Brigada para que capturem o preso do lado externo”, relata Corrales. “Sabemos
que os presos do semiaberto deixam o presídio para cometer crimes e, depois,
retornam. Ter eles no presídio é uma conquista da sociedade”, destacou a
coordenadora do PAZ, Andreia Schneider. Essa é uma situação que também impacta
no trabalho da Brigada Militar, que tem menos retrabalho de captura envolvendo
esses presidiários.
O sistema de vigilância eletrônica é composto por nove
câmeras (oito fixas e uma móvel), e ainda três pontos de monitoramento (no
IPNH, no Batalhão da Brigada Militar e na Central de
Videomonitoramento, que fica na sede da Guarda Municipal). As câmeras foram viabilizadas por articulação do #PAZ, que buscou apoio na Câmara de Vereadores e Prefeitura para tornar a iniciativa uma realidade. Atualmente, o
presídio hamburguense tem 270 detentos e cerca de 70 deixam o local diariamente
para trabalho externo. No ano passado, eram 230 presos e 120 tinham emprego
fora do IPNH.
