Amigos e tenistas falam do legado de Zeca Schmidt para o tênis gaúcho e brasileiro

O falecimento do ex-tenista José Carlos Schmidt Filho, o Zeca Schmidt, 67 anos, deixou a comunidade tenística do Rio Grande do Sul e do Brasil entristecida.

Ao longo deste domingo (29), a notícia do óbito se espalhou rapidamente. Hamburguenses que estão com seus filhos no 3º Aberto Nacional Clube Tiro e Caça de Tênis Infantojuvenil, em Lajeado, registraram que por lá, por exemplo, a informação pegou muita gente de surpresa. O nome de Zeca era referência no Estado e no Brasil.

O Portal Martin Behrend destacou a trajetória do hamburguense em reportagem pela manhã: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .

Aqui está a entrevista realizada pelo Portal Martin Behrend com Zeca Schmidt em 2018: https://web.facebook.com/watch/?v=2477450028994904… .

LEMBRANÇAS

O corpo de Zeca Schmidt foi para o Instituto Médico Legal (IML), em Porto Alegre.

A cerimônia de despedida será nesta segunda-feira (30), na capela 3 do Cemitério Jardim da Memória, em Novo Hamburgo. Será das 8 às 14 horas.

A reportagem do Portal Martin Behrend buscou com amigos e ex-tenistas profissionais uma manifestação sobre as lembranças e a importância de Zeca Schmidt para o tênis gaúcho, especialmente do Vale do Sinos.

Tomás Behrend (74º do ranking mundial em 2005) – “Quase toda minha trajetória infanto-juvenil foi com o Zeca, na Sociedade Aliança. Foi marcante na minha formação, seja como pessoa ou como jogador. Ele foi fundamental em fazer com que eu acreditasse no meu potencial, mesmo que até os 15 anos eu não tivesse ganho um título estadual. Estou realmente triste, pois o Zeca foi um cara presente. Mesmo à distância, ele vibrava com minhas conquistas no profissional. Quando a gente se reencontrava na Turma da Nafta, eram boas risadas e histórias de bastidores pra compartilhar. Ele foi referência para toda uma geração. É um dia muito triste.”

Ivan Kley (81º do ranking mundial em 1986) – “Zecão, meu irmão, compadre e amigo! Quando quebrava o saque do adversário dava uma risadinha: ele sabia que não perderia seu saque! Ele me chamava de Vanusa pelo estilo do meu cabelo. Vá com Deus, amigo.”

Fernando Rose (Ouro no Pan-Americano de Indianapolis, em 1987, e 92º do ranking mundial em 1992) – “Que tristeza essa notícia. Ele inspirou muita gente da nossa geração. Sacava muito. Era talentoso, voleava demais. Que lembranças boas que tenho dele. Aprendi muita coisa com o Zeca. Saque e voleio era com ele. Muito querido e brincalhão, e bravo quando tinha de ser. Ele foi muito importante para o tênis do Vale do Sinos.”

Paulo Taicher (Ouro no Pan-Americano de Winnipeg, em 1999) – “Ele sempre foi um cara alto astral. Gostava de conversar, brincar, dar risada com a gente. Sempre admirei o saque e voleio dele, com aquele jeito irreverente. Ele fez muita coisa boa na vida. E as frases dele são inesquecíveis: “Quer moleza, senta no pudim”. “E tu, com esse teu preparo físico de boate!” Foi uma pessoa que marcou a nossa infância! E os ensinamentos ficaram para nossa vida!”

Carolina Behrend Schuck (Foi 476º do ranking mundial) – ´“Tive o privilegio de ser aluna do Zeca. Era um amigão de todos, um cara sensível, querido e, acima de tudo, um professor de tênis que divertidamente liderava e sabia ensinar. Todos queriam ter aula e jogar com ele! Um ídolo para nossa geração de jovens tenistas. Deixará muitas saudades.”

Eduardo Zilles Borba (ex-aluno) – “Zecão foi um baita treinador. Me ensinou muito sobre tênis, coisas pra levar na vida: disciplina, estratégia, respeito, etc.”

Gabriela Streb (Presidente da Sociedade Aliança) – “O Zeca passou muitos anos dentro da Sociedade Aliança. Ele foi fundamental para o desenvolvimento do tênis no clube. Ele tinha um carisma muito grande, e isso era marcante. O nosso clube só tem a agradecer pelos anos em que esteve aqui colaborando como professor e técnico. Fica o nosso respeito e admiração por sua trajetória.”

Ana Kich (Colunista de Tênis do Jornal NH por mais de 25 anos) – “Zeca viveu o tênis em toda sua intensidade. Da diversão ao profissionalismo com muito sucesso. Na família, um primo querido, adorava pescarias e era um cozinheiro de mão cheia. Destaque para sua moqueca, que levava manga e banana. Maravilhosa! Tinha o maior orgulho das suas filhotas Faiga e Cecilia, seus amores. Estava numa fase boa e feliz. Convivíamos muito. Vai fazer falta.”

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