Alunas do curso de Mecânica da Fundação Liberato divulgam vaquinha para levar projeto para feira na Turquia

Duas estudantes do curso técnico de Mecânica da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo, estão mobilizadas para representar o Brasil em evento científico na Turquia.

Elas lideram o projeto denominado Mielowalker – Dispositivo de Auxílio à Marcha de Crianças com Mielomeningocele Nível Lombar Baixo.

Larissa da Silva Müller, de Porto Alegre, e Pamela Hanna Bücker, de Novo Hamburgo, se destacaram na Feira Científica e Tecnológica de Capiatá (Fecientcap), no Paraguai, em julho deste ano, e conquistaram os seguintes prêmios: primeiro lugar na área das Engenharias e credenciamento para a feira OKSEF na cidade de Esmirna, na Turquia, em junho de 2020.

Com o credenciamento assegurado, elas estão divulgando uma vaquinha para viabilizar R$ 17 mil para custear as passagens, hospedagem e alimentação, assegurando presença na feira turca.

O site para doação é https://www.vakinha.com.br/vaquinha/projeto-mielowalker-missao-turquia?utm_campaign=facebook&fbclid=IwAR1aJToUfpuVWQ0xr55B533SatUHxGpz7JYTZLiJ6H4sPBCZZaqzIFEyR2Q

O PROJETO

Em 2018, Larissa da Silva Müller e Pamela Hanna Bücker iniciaram o projeto de pesquisa que engloba as áreas da tecnologia assistiva e engenharia mecânica, denominado Mielowalker.

A mielomeningocele (abreviada como MMC), é uma malformação embrionária que afeta o sistema nervoso central, ocorrendo nas primeiras quatro semanas de gestação.

A partir disso, trazendo como características às crianças afetadas a paraplegia flácida e alteração sensitiva abaixo do nível da lesão acompanhada de comprometimento neurológico, urológico e ortopédico, ou seja, as maiores dificuldades de crianças com mielomeningocele estão relacionadas com a possibilidade de levantar, deambular e controlar voluntariamente os sistemas vesical e intestinal.

Portanto, para esta patologia, a qual o Brasil é referido como o quarto com maior incidência, tendo ainda Incidência global variante de 0,1 a 10 casos para cada mil nascidos vivos, não existem dispositivos específicos de auxílio à marcha.

A partir disso, este público tem a necessidade de adaptar os existentes (projetados para a paralisia cerebral em suma maioria) tendo custo variável entre R$ 4 mil e R$ 27 mil.

Portanto, junto a uma fisioterapeuta e um participante da pesquisa (de 10 anos de idade que possui mielomeningocele nível lombar baixo), elas estudaram a patologia e assistiram a sessões de fisioterapia deste para então projetar e desenvolver um dispositivo de auxílio à marcha para esta população.

No ano de 2019, realizaram a construção do primeiro protótipo do dispositivo em questão e o testamos junto ao jovem parceiro para validar a ideia, na qual obtivemos grande sucesso.

Conforme a fisioterapeuta, o dispositivo atende às necessidades do paciente e auxilia tanto no deslocamento quanto no processo de reabilitação, estimulando a marcha em uma postura mais adequada e que favorece o alinhamento corporal e a transferência de peso para os membros inferiores.

Contatos com as estudantes:

Larissa da Silva Müller – larissaml319@gmail.com – +55 51 99548-5590

Pamela Hanna Bücker – pamelabuckerr@gmail.com – +55 51 99905-9879

projetomielowalker@gmail.com

Sair da versão mobile