Alerta! Novo Hamburgo apresenta médio risco de surto para a dengue

Alerta ligado para os hamburguenses – mais uma vez!

O projeto de Prevenção e Combate à Dengue, executado em parceria pela
Universidade Feevale e a Prefeitura de Novo Hamburgo,
divulgou, nesta semana, um boletim informativo com os resultados do
primeiro Levantamento Rápido de Índices para
Aedes aegypti (LIRAa) do ano.

O trabalho,
que indica o percentual de imóveis no município com presença do vetor
responsável pela transmissão da dengue, consiste em visitar,
aproximadamente, 5% dos imóveis do município em um curto
período, gerando um indicativo dos níveis de infestação na cidade, a
fim de facilitar as ações de controle.

Entre os dias 9 e 20 de janeiro, agentes do projeto realizaram visitas
em 3.527 imóveis de Novo Hamburgo, distribuídos em todos os bairros do
município, que são agrupados em oito estratos.

Foram coletadas 75
amostras de larvas ou pupas para análise e identificação
no Laboratório do Projeto de Combate à Dengue, das quais 52% se
mostraram positivas para o mosquito transmissor da dengue, zika e
chikungunya.

Outro indicador do LIRAa, e um dos principais, é o Índice de Infestação
Predial (IIP), que é a relação percentual entre o número de imóveis
positivos, ou seja, com a presença de larvas de
Aedes aegypti, e o número de imóveis
pesquisados. Entre janeiro e fevereiro, Novo Hamburgo apresentou um IIP
de 1,1, ou seja, a cada 90 imóveis, um teve a presença de larvas do
vetor.

Esse valor classifica o município como em iminente
perigo à saúde pública, ou seja, apresenta médio risco de surto para a
dengue e outras doenças relacionadas ao mosquito.

O índice registrado no levantamento coloca o município em estado de
alerta, principalmente nesta época do ano, em que o calor intenso e as
pancadas de chuva propiciam os ingredientes ideais para o
desenvolvimento dos mosquitos.
“Para evitar que a situação venha
a piorar, contamos com o empenho da equipe do projeto, da Vigilância
Ambiental e da comunidade, a fim de eliminar os depósitos de água parada
pela cidade”, afirma o coordenador do projeto de Prevenção e Combate à
Dengue, Tiago Filipe Steffen.


DEPÓSITOS

Outro índice importante que o LIRAa fornece é o da prevalência de depósitos com
Aedes aegypti
. Confira:

– 57,1%: recipientes pequenos, passíveis de remoção da água, como
pratinho de vaso de plantas, bebedouro de animais, recipientes para
enraizamento de plantas, garrafas desprotegidas, baldes, lonas mal
esticadas entre outros

– 28,6%: ralos, calhas, piscinas e outros recipientes de difícil remoção de água

– 8,2%: bromélias, ocos de árvores, materiais naturais

– 4,1%: acúmulo de lixo, sucatas e entulhos de restos de construção

– 2%: pneus e outros materiais rodantes



SAIBA MAIS

Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul registrou significativo aumento
nos casos de dengue, zika e chikungunya. Ainda em dezembro de 2022, a
Secretaria Estadual de Saúde, por meio do Centro Estadual de Vigilância
em Saúde (CEVS), emitiu um comunicado de risco
para a população em decorrência de um surto de chikungunya em um
município do noroeste do Estado, onde foi observada a transmissão
vertical do vírus no vetor
Aedes aegypti.


Segundo o Painel de Casos de Dengue RS,
para 2023, já foram confirmados 26 casos distribuídos em 21 municípios,
sendo 17 deles autóctones, o que alerta para a circulação viral.

O pico
de proliferação de mosquitos dentro do município se dá entre os meses
de março e abril, segundo levantamentos históricos,
o que deve alertar sobre os índices de infestação tenderem a aumentar
nos próximos meses.

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