A situação de moradores de rua é uma triste realidade em cidades de médio e grande porte no Brasil. É uma realidade social de complexa administração.
Contudo, os prefeitos e suas equipes precisam ficar atentos, pois alguns limites costumam ser extrapolados e os impactos podem ultrapassar limites aceitáveis de civilidade e respeito.
Em Novo Hamburgo, são dezenas de moradores de rua que vagam pela cidade e ocupam espaços públicos. Um cenário de sujeira, mau cheiro e, mais grave, ameaças e agressões, afastam a comunidade, prejudicam comerciantes e assustam a população.
Nos últimos três dias, a reportagem do Portal Martin Behrend obteve relatos e registros de ataques de moradores de rua em praças da cidade.
PRAÇA DO IMIGRANTE – CENTRO
Na manhã de sábado (16), um funcionário de empresa responsável pela limpeza da cidade estava varrendo e retirando lixo da Praça do Imigrante, no Centro. Então, um morador de rua ameaçou o trabalhador. O funcionário foi limpar outro canto e o morador de rua foi para cima, desferindo um chute e um soco nas costas. Além disso, ameaçou dizendo que “mataria” o trabalhador.
O cachorródromo da Praça do Imigrante, local criado para as famílias interagirem com seus pets, está ocupado por moradores de rua. Eles espalharam seus pertences, fizeram a cerca como varal e inibem o lazer dos hamburguenses com seus animais.
Comerciantes das Bancas também convivem com alguns episódios nada agradáveis, que acabam inibindo a circulação de clientes no local. “Tudo tem limite. Precisamos agir, pois existem existem direitos e deveres. É lamentável o episódio ocorrido na Praça do Imigrante. Enquanto cultivamos a empatia pelas pessoas em situação de rua, é crucial adotar medidas que integrem assistência social e segurança pública. Como vereador, estou agindo para garantir uma abordagem equilibrada que promova a segurança da comunidade e ofereça suporte às pessoas vulneráveis”, destacou o vereador Raizer Ferreira (PSDB), que acompanha o desdobramento desse caso com o trabalhador da limpeza.
PRAÇA PUNTA DEL ESTE – NA FRENTE DO BOURBON SHOPPING
Moradores de rua acamparam em alguns bancos e “expulsaram” a população de parte da praça. No final de semana, ficaram tomando banho e espalhando água pela praça numa torneira que é usada para regar as plantas e flores dos canteiros.
Há um constrangimento e uma intimidação velada das pessoas, que evitam circular em parte da praça – mesmo que exista, em boa parte do tempo, vigilância da Brigada Militar e/ou da Guarda Municipal, o que representa segurança para a comunuidade.
PRAÇA NO BAIRRO RIO BRANCO – ESQUINA DAS RUAS MARCÍLIO DIAS X BOA SAÚDE
Na tarde desta segunda-feira (18), um adolescente de 14 anos jogava basquete na quadra desta praça, localizada na esquina das ruas Marcílio Dias e Boa Saúde, no bairro Rio Branco. Um casal estava no jardim tomando chimarrão. Mais adiante, pai e filho passeavam pelo local com dois cachorros. É uma praça com boa manutenção, lixeiras, bancos, árvores, iluminação e Playground.
Só que o local, há algum tempo, vem sendo frequentado por moradores de rua – dia desses, espalharam um colchão em plena praça. E foi um deles que, ao ver os cachorros passarem por perto, partiu para cima e agrediu os animais com chute. Os cachorros ficaram assustados e recuaram. O pai foi tirar satisfações sobre o motivo da agressão aos animais, e o morador de rua disse que ia ser mordido.
Foi então que pai e morador de rua entraram em luta corporal. Com os gritos, dois trabalhadores de um estabelecimento do outro lado da via saíram para impedir as agressões do morador de rua. Eles tentaram imobilizar o agressor, que teria reagido com um pedaço de galho – que foi jogado de volta pelos homens. Os homens reagiram para impedir novos ataques.
Mais um cidadão apareceu para conter o morador, que saiu cambaleando para ingressar na quadra. Ele foi em direção ao adolescente, que pegou sua mochila e saiu correndo pela Rua Marcílio Dias. A reportagem não teve a confirmação de novos desdobramentos envolvendo este morador de rua.
PRAÇA PEDRO ALLES
Há alguns meses, o Portal Martin Behrend também registrou o caso do peladão da Praça Pedro Alles, em mais um gesto para afastar a comunidade: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
O Calçadão do Centro é outra área que costuma ser tomada pelos andarilhos, embora nos últimos tempos, fruto da pressão de alguns moradores do local, a situação esteja um pouco melhor.
Não é um tema fácil. É uma realidade complexa. Agora, um plano precisa ser colocado em prática. Em alguns episódios, a situação está ficando fora de controle em Novo Hamburgo.
