A dor de cabeça não passa? A coluna está incomodando? Pode estar na hora de visitar um quiropraxista

A definição é da Organização Mundial de Saúde (OMS): “Quiropraxia
é uma profissão da saúde que lida com o diagnóstico, tratamento e a prevenção
das desordens do sistema neuro-músculo-esquelético e dos efeitos destas
desordens na saúde em geral. Há uma ênfase em técnicas manuais, incluindo o
ajuste e/ou a manipulação articular, com um enfoque particular nas subluxações.”

Especialidade com prática relativamente recente no Brasil, a
quiropraxia está difundida mundialmente. “Nos Estados Unidos, por exemplo,
muitas pessoas procuram um quiropraxista antes mesmo de um clínico geral pela
compreensão do quanto as dores do corpo podem estar relacionadas com a área em
que trabalha este profissional”, conta a quiropraxista hamburguense Desiree
Moehlecke.

O registro é mais frequente do que se imagina: a pessoa tem cefaleia
tensional (dor de cabeça) e toma remédios frequentemente como paliativos.
“Muitas
vezes o problema está na coluna cervical. Tudo passa por ali””, relata. Ela
conta que através do correto tratamento pacientes estancaram crises de
enxaqueca, registrando episódios isolados de dores de cabeça. “A quiropraxia é recomendada
para todas as idades. Muitas vezes se indica como trabalho preventivo para evitar
que se alcance um estágio de dor ou de longa recuperação”, detalha. As sessões
variam de 40 minutos até 60 minutos. “O fato é que muitas pessoas esperam
chegar no pior para começar o tratamento. Ou não tratam a origem do problema”,
completa.

Entre os clientes, os casos com maior frequência são dores
lombares e no ciático, dor de cabeça e hérnia de disco.
Agora, são comuns
também casos de disfunção da Articulação Temporomandibular (ATM). “As pessoas sentem
a mandíbula travada ou doída. Inclusive, com dores. A quiropraxia contribui
diretamente para melhorar o quadro”, relata. Ela lembra também que o fato de
estarmos cada vez mais forçando a coluna para ficar usando os aparelhos
celulares vai acelerar o aparecimento de dores. “Estamos nos curvando e
forçando o organismo para poder ler mensagens e digitar em aparelhos cada vez
menores. Isso não é saudável”, cita, lembrando que as pessoas devem estar
atentas à correta posição do computador, mesa e cadeira de trabalho, evitando
forçar a estrutura óssea de forma indevida por muitas horas diariamente.

Formada pela Universidade Feevale, Desiree Moehlecke atua
desde 2013 como quiropraxista. Atualmente atende no Núcleo de Atendimento Psicológico
(NAP), em Novo Hamburgo,
onde tem uma sala preparado para receber seus
clientes. Desiree também mestre em Biociências e Reabilitação pelo IPA, de
Porto Alegre. Além da Feevale, a Universidade Anhembi Morumbi oferece o curso.
Contatos pelo site www.semdores.com ou www.napvs.com.br.

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