Em novembro deste ano, uma referência em gastronomia no Vale
do Sinos vai completar 70 anos de história.
O restaurante Bifão, em Novo Hamburgo, está preparando uma
série de novidades ao longo do ano em que vai completar sete décadas de portas abertas.
Como um amigo próximo que acompanha milhares de famílias, o
Bifão é uma marca que desperta muitas memórias afetivas e lembranças positivas.
Os pratos e receitas exclusivos até hoje são alvo de admiração da clientela:
seja o tradicional bifão, a maionese, os molhos ou alguma combinação
irresistível.
É com essa motivação que o restaurante vai se alinhando aos
novos tempos para seguir encantando.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Em 2020, o Bifão ingressou com pedido de Recuperação
Judicial. Em 2021, o acordo com os credores foi homologado pela Justiça. E,
deste então, o restaurante vem cumprindo tudo que foi acertado judicialmente.
Esse processo pode levar alguns anos, mas os sinais são animadores.
Fundado em 1953 por Manoel Corrêa da Silva e Jures Marques da
Silva, a celebração dos 70 anos ao longo de 2023 terá iniciativas diferenciadas.
Para trabalhar ações estratégicas de marketing e divulgação, foi convidado o
publicitário Eduardo Kunrath.
Ele vem atuando há algumas semanas no planejamento e está
otimista com as perspectivas de crescimento. “O Bifão é referência em Novo
Hamburgo e região. É impressionante a quantidade de clientes que circula por
aqui. São públicos de diferentes segmentos, e todos convergem para cá em razão
do cardápio e do atendimento do restaurante”, destaca Kunrath.
Uma das primeiras ações da campanha dos 70 anos foi a
elaboração de um logotipo de aniversário. A criação já está sendo divulgada em
diferentes locais para marcar a festiva data. Outro projeto que teve início
nesta semana é o Happy Hour com chope em dobro – das 18h30 às 20h30. Além do
espaço interno, foram colocadas mesas, cadeiras e iluminação na calçada para
quem prefere aproveitar o chope gelado com bons petiscos podendo acompanhar o
movimento externo.
O Bifão vai oferecer, nas próximas semanas, molhos
congelados oferecidos pela casa. Com isso, os clientes poderão levar os sabores
do restaurante para suas receitas. Também haverá a comercialização de bifes,
mas para isso será preciso fazer o pedido antecipado. A participação ativa de uma nutricionista nas
diferentes etapas do processo de elaboração das receitas é outro ponto que
valoriza o cuidado com o cliente.
Também estão programas alterações no visual do
estabelecimento, com mudanças na fachada e na lateral do prédio. Um Clube de
Vantagens do Bifão vem sendo estudado para os próximos meses. “Vale lembrar que
o restaurante abre todos os dias, sete dias por semana”, reforça Kunrath.
Na questão da sustentabilidade, o Bifão tem cotas exclusivas
numa fazenda de energia solar – usina fotovoltaica. Além de estar alinhado com
questões ambientais, ainda houve redução de custos com energia elétrica. “Isso
mostra a preocupação mais ampla do restaurante e confirma sua responsabilidade
com temáticas da atualidade. Estamos indo além do processo de recuperação”,
salienta Kunrath.
E ai, vai um bifão?
TRAJETÓRIA
O comerciante Manoel Corrêa da Silva nasceu em 1915, em
Porto Alegre, e morreu em 20 de julho de 2005, aos 90 anos. Passou a residir em Novo Hamburgo em 1944,
trabalhando no Restaurante Comercial por nove anos.
Em 20 de novembro de 1953 fundou o Restaurante e Bar São
Jacó, que deu origem ao Restaurante “Bifão”. Está no mesmo endereço
desde sua fundação: na Rua São Jacó, 94, no Centro.
Ao lado da esposa, Jures Marques da Silva, e do irmão, Adão
Corrêa da Silva, já falecido, Manoel é lembrado como o fundador do Bifão e
empresta seu nome a uma rua no Loteamento Residencial São Lourenço, no bairro
Boa Saúde. Atualmente, Janice Corrêa da Silva, filha do fundador, vem na linha
de frente dos negócios. O Instagram – onde também tem o delivery – é
@restauranteobifao .

























