Quando o Coro Júlio Kunz subiu ao palco do salão da Sociedade Aliança na noite de 16 de agosto de 2014 a maioria das cerca de 400 pessoas que estava lá imaginou: vamos
dar uma força e prestigiar o trabalho de nossos amigos. Pois bastou começar a opereta “A Noiva do Condutor” para perceber que estávamos errados – eu estava lá, errei na minha avaliação e fui envolvido pela atração. Após duas apresentações em agosto para quase 1000 pessoas, eles cederam aos inúmeros pedidos e voltam ao palco. Desta vez será no Centro de Cultura de Novo Hamburgo, em 23 de novembro (domingo), com sessões às 18 horas e às 20h30.
O trabalho do Coro Júlio Kunz, que é um grupo com ensaios semanais, é a revelação cultural de Novo Hamburgo em 2014. A começar pela escolha da opereta de Noel Rosa e Arnold Gluckmann. Com melodias agradáveis e letras irreverentes e inteligentes, as músicas encantam do começo ao fim. Já o trabalho de interpretação dos integrantes é digno de distinção especial. Os artistas são amadores – profissionais liberais, empresários, trabalhadores… Mas na hora da opereta parecem esquecer a vida real e dão um charme ímpar
ao espetáculo. Além disso, as soluções de palco – como a múltipla utilização das cadeiras, por exemplo – mostram uma criatividade digna de grandes espetáculo.
Posso estar sendo ousado demais, mas fui arrebatado pelo estilo do espetáculo. E por ver amigos dando um show de interpretação, afinação e entusiasmo. É para ver e rever.
SERVIÇO
Opereta “A Noiva do Condutor”
Local: Centro de Cultural de Novo Hamburgo
Data: 23 de novembro de 2014 (domingo)
Horários: 18 horas e 20h30
Ingressos: R$ 10,00 (antecipados) e R$ 15,00 (no dia), com desconto de 50% para estudantes e pessoas com mais de 60 anos. Estão à venda no Palácio da Música, Livraria Dienstmann e com integrantes do Coro Júlio Kunz.
A NOIVA DO CONDUTOR
Originalmente escrita como uma opereta radiofônica, muito semelhante as novelas de rádio, esta obra recebeu diversas montagens em forma de peça de teatro ou de teatro musical.
A Noiva do Condutor é uma comédia de costumes, que faz uma crítica social leve aos padrões da sociedade da época. Ambientada no Rio de Janeiro da década de 30, conta a história de Joaquim e Helena. Dois jovens apaixonados, mas presos aos modelos familiares e sociais da época, onde as relações pessoais e familiares aconteciam por interesses sociais.
Para contar a história de Joaquim e Helena, Noel Rosa se utiliza de dez composições originais de samba apresentadas num arranjo para coro e acompanhamento ao piano. A direção cênica é de Maíra Prates, direção musical de Volmir Adolfo Jung, preparação vocal de Regina Machado Schaumlöffel e ao piano Ana Maria Ribeiro Althoff.
