Nos 30 anos da Linea Bella, uma coleção com poesia, estilo e elegância

“Para nós, um propósito. Para você, uma bolsa com essência de vida.”

O trecho acima foi extraído do poema Linea Bella, um manifesto pelos 30 anos da empresa instalada em Novo Hamburgo.

O texto tem como autora Maria Eduarda Andára Fagundes, ou simplesmente Duda Fagundes. Patrona da Feira do Livro de Estância Velha de 2023, ela é filha de um dos fundadores da marca.

É essa pegada poética e envolvente que embala a coleção Versos da Linea Bella, uma expressão única que transcende a moda e se conecta com a rica história da empresa. Os modelos em couro estão prontos para brilhar na feira Zero Grau, que será realizada de 20 a 22 de novembro, no Serra Park, em Gramado.

Fundada em dezembro de 1993 pelos irmãos Laoni e Ronie Fagundes (pai de Duda), a Linea Bella completa três décadas de atuação conectando as tendências e conceitos em evidência, sem abrir mão da sua declaração de compromisso com a preservação dos valores no mundo da moda e as nuances da atemporalidade. “Desde o começo, buscamos fazer a diferença nos detalhes, nos cuidados, no capricho e em oferecer um produto único”, avalia Ronie.

EXPANSÃO

Em 30 anos de trajetória, a Linea Bella avançou para mercados no país e pelo mundo. Tendo conquistado clientes em todos os Estados brasileiros, também tem embarques realizados para países da América do Sul e da Europa. Entre eles, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Polônia e Inglaterra. “A fidelidade dos nossos clientes é uma característica. Temos parcerias de mais de 20 anos. E estamos sempre em busca de novas oportunidades, tanto que estamos ampliando a equipe de vendas”, comenta o diretor.

Essa relação de confiança e de credibilidade também se faz presente no vínculo com colaboradores. Alguns integrantes da equipe estão atuando há mais de duas décadas na empresa, reforçando valores que são cultivados desde o início pela marca. “É importante mantermos a identidade”, reforça Ronie. Entre colaboradores diretos e indiretos, a Linea Bella movimenta cerca de 200 empregos.

Dentro do contexto do aperfeiçoamento e do aprimoramento, os últimos anos registram avanços nas instalações da empresa. O prédio localizado no bairro Canudos recebeu importantes investimentos, com a colocação de isolantes térmicos e, num significativo diferencial, a climatização de todos os setores com condicionadores de ar. “É um olhar para quem está produzindo e envolvido na linha de frente da nossa produção”, salienta Ronie Fagundes. Além disso, foram adquiridos painéis fotovoltaicos dentro da preocupação da sustentabilidade do planeta e do consumo de energia com fontes alternativas.

A produção diária da Linea Bella é de cerca de 1.000 bolsas, incluindo marca própria e private label. O refinamento nos acabamentos, a matéria-prima de excelência e detalhes únicos reforçam o prestígio da grife. “Uma característica dos nossos modelos é a funcionalidade. As clientes elogiam essa proposta”, destaca Ronie.

RELEITURA

O ano de 2023 vem sendo de celebrações. Uma das iniciativas foi realizar uma releitura do modelo número um da história da empresa. A bolsa foi um grande sucesso de vendas na feira SICC, realizada em maio deste ano, em Gramado. Com a resposta positiva do público, vai ter uma nova investida na feira Zero Grau.

Um outro carinho pelos 30 anos é um trabalho exclusivo e encantador. Como está ilustrado na foto abaixo, foi criado um cesto de cerâmica no formato de uma bolsa. Pelas mãos de uma artesã, foi fixada uma alça de couro. Trechos da poesia Linea Bella estampam o lado externo. É uma peça que ilustra uma série de virtudes da marca.

O COMEÇO

Moradores de Maquiné, Laoni e Ronie Fagundes vieram ao Vale do Sinos em busca de qualificação. “Nossa mãe sempre falou que o estudo era fundamental para crescer”, relembra Ronie. Ambos fizeram qualificação no Centro Tecnológico do Couro, em Estância Velha.

Dominadores do tema, a intenção inicial era trabalhar com o comércio de couros. Tanto que a razão social da empresa é Centrocouro. Contudo, após os primeiros negócios, alguns clientes não fizeram os pagamentos. A alternativa foi receber produtos: couros e máquinas de costura. E, assim, eles estavam “equipados” para produzir bolsas.

Os primeiros clientes foram amigos, colegas de trabalho de familiares e pessoas próximas. Foi numa ide da Laoni ao interior que, via fax, chegou para Ronie o primeiro pedido: 40 bolsas para um cliente de Passo Fundo. “Era muita coisa pra gente. Tivemos de buscar um reforço”, relembra.

O NOME

A mãe dos fundadores se chamava Florisbela – ela faleceu em 2009. Só que todos chamavam ela de Bela. Com isso, fizeram uma costura com o idioma italiano para homenagear a matriarca e criar uma linha linda, uma linha bela, uma Linea Bella.

Evocando novamente o poema citado na abertura da reportagem, tem esse trecho inicial: “Nas mãos que modelam, que cortam, que costuram, que pintam. Está guardado o eco do divino dom da criação…”

Que as criações da Linea Bella sigam encantando, por muitos anos, consumidoras do Brasil e pelo mundo.

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