O pulso ainda pulsa… Mas a saúde do paciente segue em
estado gravíssimo. O paciente, no caso, é o Estado do Rio Grande do Sul.
Não bastasse a brutal queda na arrecadação de tributos, são
milhares de novos desempregados nos últimos dois meses.
Tem notícia positiva? Bom, depende. Os números podem ser encarados como um primeiro sinal para tentar sair do atoleiro.
Nesta quarta-feira (15), foi divulgado Boletim Semanal da Receita Estadual – Edição
Especial nº 3 | Impactos da Covid-19, com os números da arrecadação do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Rio Grande do Sul.
Abaixo serão repassados alguns dados que são de índices negativos,
mas que mostram uma leve “melhora’ na comparação com a semana anterior.
Os números envolvem:
Semana 1 Pós Covid-19 (16/3/20 a 20/3/20)
Semana 2 Pós Covid-19 (21/3/20 a 27/3/20)
Semana 3 Pós Covid-19 (28/3/20 a 3/4/20)
Semana 4 Pós Covid-19 (4/4/20 a 10/4/20)
Acumulado Pós Covid-19 (16/3/20 a 10/4/20)
A variação apresentada é em relação ao período equivalente
no ano anterior, considerando dias de semana equivalentes e ajustando efeitos
de feriados e outras datas atípicas, conforme nota técnica e tendo como fonte a
Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)
EMISSÃO DE NOTAS FISCAIS ELETRÔNICAS
Das quatro semanas pesquisadas, o pior resultado foi na
terceira semana: recuo de 31,5% (R$ 1,33 bilhão). Na quarta semana, o recuo foi
de 25,2% (R$ 1,45 bilhão).
No acumulado do período (16/3 a 10/4), a redução é de 17,1%,
representando uma diminuição do valor médio diário emitido de R$ 2,09 bilhões
no período equivalente em 2019 para R$ 1,74 bilhão em 2020.
VENDAS DE COMBUSTÍVEIS
GASOLINA – Nas quatro semanas pesquisadas, o pior resultado
foi na segunda semana: recuo de 49,2%. Na terceira semana, o recuo foi de
47,1%. Já na quarta semana, o recuo alcançou 23,2%.
ÓLEO DIESEL S-500 – Nas quatro semanas pesquisadas, o pior
resultado foi na terceira semana: recuo de 32,9%. Na quarta semana, o recuo foi
de 24,5%
ÓLEO DIESEL S-10 – Nas quatro semanas pesquisas, o pior
resultado foi na terceira semana: recuo de 14,1%. Na quarta semana, o resultado
foi positivo: 2,5% de crescimento na comparação com igual período do ano
passado.
VENDAS DE PRODUTOS NO VAREJO
MEDICAMENTOS E MATERIAIS HOSPITALARES – Nas quatro semanas
pesquisadas, o maior recuo foi na terceira semana: 6,7%. Já na quarta semana,
houve crescimento de 3,5%.
HIGIENE E ALIMENTOS – Nas quatro semanas pesquisadas, houve
recuo de 8,5% na terceira semana. Já na quarta semana, alta expressiva de 15,8%.
DEMAIS PRODUTOS – Nas quatro semanas pesquisadas, o maior
recuo foi na segunda semana: 72,2%. Na quarta semana, o recuo atingiu 50,5%.
EVOLUÇÃO DAS VENDAS POR ATIVIDADE
INDÚSTRIA – Nas quatro semanas pesquisadas, o maior recuo
foi na terceira semana: 41,1%. Na quarta semana, o recuo foi de 32,1%.
VAREJO – Nas quatro semanas pesquisadas, a segunda semana
apresentou o maior recuo: 39,4%. Na quarta semana, o recuo foi de 24,4%.
ATACADO – Nas quatro semanas pesquisadas, o maior recuo foi
na terceira semana: 17,6%. Já na quarta semana, o recuo foi de 12,4%.
EVOLUÇÃO DAS VENDAS POR SETOR INDUSTRIAL
SEIS SETORES ESTÃO COM ACUMULADOS POSITIVOS NO PERÍODO
ARROZ | SUÍNOS | PRODUTOS DE LIMPEZA | TRIGO | LEITE | AVES
E OVOS
UM SETOR ESTÁ NEUTRO (0%)
BOVINOS
DOZE SETORES ESTÃO COM ACUMULADOS NEGATIVOS NO PERÍODO
CELULOSE E PAPEL | PLÁSTICOS | MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS |
ELETRO-ELETRÔNICO | TRATORES E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS | BEBIDAS | VEÍCULOS |
METALURGIA | TÊXTEIS E CONFECÇÃO | MÓVEIS | COUREIRO-CALÇADISTA

























