Uma área verde preservada poderá sumir do mapa de Novo Hamburgo. E essa situação de prejuízos ambientais vem causando preocupação.
O território em questão fica no bairro Canudos, no Loteamento Chácara Hamburguesa – envolvendo ruas como Oswaldo Hartz, Irineu Armando Steigleder e Otto Schonardie. São cerca de 23 mil metros quadrados.
Essa proposta está no Projeto de Lei 51/2025, de autoria do Poder Executivo, que será apreciado pela Câmara de Vereadores. Conforme o texto enviado pela Prefeitura, “A finalidade da desafetação fica delimitada ao reassentamento urbano de famílias de moradores que tiveram suas casas interditadas ou perecidas em decorrência das enchentes de Maio de 2024 no Município de Novo Hamburgo…”
O texto proposto pela Prefeitura propõe, como compensação urbanístico-ambiental, a transformação de outro terreno no bairro Santo Afonso como área verde na cidade.
PREOCUPAÇÃO
Nesta segunda-feira (19), a convite do vereador Ricardo Ritter – Ica (MDB), o bombeiro militar Fábio Spohn subiu à tribuna da Câmara de Novo Hamburgo. Em seu pronunciamento, externou preocupação com a tramitação do Projeto de Lei nº 51/2025.
Proprietário de um terreno na região, o servidor público estadual afirmou que o espaço pretendido contempla uma área de preservação permanente. “Ela inclusive não foi autorizada para uso das incorporadoras por conter um riacho que impede alagamentos no local. É preciso que essa proposta seja analisada com critério e com o respeito que as famílias merecem. Realocar os moradores para daqui a alguns anos a Justiça entender que eles devem ser novamente retirados para preservação do bioma? Em vez de resolução, estaria sendo criado um novo problema”, alertou.
Moradores da região questionam a postura da Prefeitura, já que está cada vez mais claro que é preciso preservar áreas verdes, até mesmo para retenção das águas impedindo maiores estragos com alagamentos. Eles também se queixam que, em dias de chuva forte, a parte mais baixa desta região sofre com alagamentos – fruto do surgimento de outros condomínios na região e das águas que descem da Rua Guia Lopes.
O projeto ainda passará por questões administrativas dentro da Câmara até ser votado pelos vereadores.

























