Quem observa os altos do bairro Operário, em Novo Hamburgo, percebe uma torre em construção. É uma espécie de mirante.
É possível ver esta obra brotando no meio das copas das árvores, que existem em grande quantidade no bairro.
O avanço do Anexo 2 do Hospital Municipal de Novo Hamburgo é mais do que uma realidade. A contagem regressiva foi disparada, já que a previsão de conclusão das obras é para o final de 2024.
Os trabalhadores seguem erguendo pisos, paredes e divisórias, conciliando com a vida agitada e movimentada do Hospital Municipal. “Essa realidade tem uma dinâmica especial de trabalho. Temos de cuidar do bem-estar dos pacientes, então, a questão do barulho, por exemplo, exige atenção diferenciada”, destaca a prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt (MDB).
ONCOLOGIA SUS
Um dos espaços confirmados no Anexo 2 é a Oncologia SUS. A garantia foi reforçada por Fátima Daudt durante entrevista ao Portal Martin Behrend. “Está previsto este espaço. Serão cerca de mil metros quadrados”, assegurou ela, na presença do secretário municipal da Saúde, Marcelo Reidel.
Essa manifestação de Fátima busca também trazer esperança por dias melhores aos pacientes oncológicos hamburguenses. Isso porque, há mais de 30 anos, o atendimento ocorria no Hospital Regina. Com o descredenciamento desta casa de saúde – numa grande polêmica envolvendo governo federal (que tem a gestão dos recursos), governo estadual, governo municipal e Hospital Regina -, os pacientes hamburguenses precisam se deslocar até o Hospital Bom Jesus, em Taquara.
Essa situação fez Novo Hamburgo retroceder no tempo, já que no começo da década de 1990 a Liga Feminina de Combate ao Câncer viabilizou, junto ao Ministério da Saúde, o credenciamento do Regina para a Oncologia SUS. As voluntárias da Liga foram até Brasília articular essa novidade com o então ministro da Saúde, Alceni Guerra.
Antes dessa conquista, os pacientes tinham de se deslocar até Porto Alegre comprometendo o estado de saúde, com náuseas, tonturas, vômitos – em razão do grande tempo que se perde no deslocamento. Além disso, os familiares sofriam igualmente com toda essa logística.
Com o Anexo 2 do Municipal e a garantia de Fátima Daudt do espaço para a Oncologia SUS, se abrem perspectivas do retorno dos tratamentos ao município. “Claro que vamos ter de lutar por equipamentos e outras questões. Agora, estando dentro de um hospital 100% SUS, teremos outras perspectivas de aporte de recursos e emendas parlamentares. Queremos ter um grande centro oncológico”, projeta a prefeita.
A OBRA
O Anexo 2 é composto de um prédio de cinco andares e mais de 5,1 mil metros quadrados de área construída. Cada um dos pavimentos terá aproximadamente 1,03 mil metros quadrados, com todos os ambientes de apoio necessários aos serviços para conforto de pacientes, acompanhantes e profissionais.
Além da ampliação de 82 leitos e implantação de serviços como endoscopia e centro de diagnóstico por imagem, a nova área contará também com seis salas cirúrgicas, aumentando em 150% este tipo de ambiente. Além, claro, da Oncologia SUS.


























