O Hospital Municipal de Novo Hamburgo está tendo, mais uma vez, problemas com obras de ampliação e e qualificação da sua estrutura.
Desta vez, são as melhorias envolvendo o novo refeitório, a cozinha e a ampliação da maternidade do Hospital Municipal.
Apuração realizada pelo Portal Martin Behrend, a partir de relatos de fontes, indicaram que a obra está parada e vivendo um impasse sobre a sequência dos trabalhos. “Estamos preocupados com a situação da obra e do que ouvimos a respeito, pois não está claro se existe risco para quem circula pelo local”, relatou uma servidora da casa de saúde, que pediu para não ser identificada.
A reportagem também conversou com uma pessoa envolvida na obra, que relatou a aparição de problemas na execução do projeto.
PREFEITURA
A partir da apuração da reportagem, a Prefeitura de Novo Hamburgo foi questionada sobre a situação da obra.
Foi enviado o seguinte posicionamento:
“Diferentemente das obras
do Anexo II, que tiveram recursos necessários captados nesta
Administração e licitação também realizada na atual
Administração, as obras envolvendo o novo refeitório, cozinha e
ampliação da maternidade do Hospital Municipal foram licitadas em
2016. Na oportunidade, foram utilizados três fontes diferentes de
recursos (uma atrelada a outra), gerando um grande transtorno desde
seu início.
Atualmente, a obra não está embargada. Os
trabalhos foram interrompidos no início da pandemia, pois o canteiro
de obras foi utilizado para abrigar as tendas de atendimento do
Centro Covid e o espaço físico do primeiro pavimento como depósito
de produtos utilizados no hospital. Hoje, seguem paradas.
No último
dia 4 de julho, a empresa Portotec Construtora, que realizava a obra, informou à Prefeitura que não tem mais interesse em dar
continuidade aos serviços por razões econômicas e pediu a rescisão
contratual, que está sendo avaliada pelo Executivo. Se aceita, um
novo processo licitatório terá que ser aberto.
Enquanto
a obra era realizada, o setor de engenharia da Secretaria Municipal
de Saúde em fiscalizações ao local constatou problemas na execução
dos trabalhos pela empresa contratada e prontamente a notificou para
a correção de tais falhas, como na concretagem e no alinhamento de
pilares. A contratada vinha realizando as correções. Uma nova
vistoria para verificar as condições dos pilares será feita pela
engenharia da SMS.
No entanto, a SMS reitera que a estrutura não
está comprometida.
A obra não tem data para ser
finalizada, tendo em vista que terá que passar por uma reavaliação
de engenharia e de orçamentos. Os valores investidos serão de mais
de R$ 1 milhão.”
CASO ANTERIOR
Um outro caso envolvendo obra paralisada no Hospital Municipal ocorreu há mais de dez anos
Neste caso, foram melhorias iniciadas no governo do estão prefeito Jair Foscarini (in Memoriam), que foram interrompidas no governo do seu sucessor, Tarcísio Zimmermann (PT). Foram denúncias que fizeram muito barulho e revelaram pouca coisa, mas que retardaram a evolução dos trabalhos em cerca de dois anos.
À época, os pacientes foram os grandes prejudicados pela paralisação das obras, numa postura que ficou marcada pela politicagem.

























