A invasão em área pública no bairro Liberdade está cada vez mais sofisticada. Os barracos continuam sendo construídos e finalizados com matéria-prima de qualidade. Veículos estacionados e circulação de motos confirmam que os ocupantes têm poder aquisitivo. Nos últimos dias, o movimento não cessou: uma casa começou a ser erguida na esquina das ruas Timbaúva e Rio Negro.
A circulação de madeiras – inclusive, com crianças ajudando tranquilamente – ocorre sem qualquer constrangimento. Já está estabelecido praticamente um condomínio em área que pertence ao município e fica ao lado do campo do Liberdade.
Registrei no blog, em 11 de setembro, a situação da mais uma invasão: http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=947.
Venho recebendo telefonemas permanentemente de moradores das ruas Rio Negro, Timbaúva, Rio Tocantins, Rio Tapajós e até da Rua Miranda. A indignação só cresce, mas ninguém quer se expor publicamente. “Trabalhamos tanto para adquirir nossas propriedades, e hoje vemos o pessoal chegando, tomando conta e não se faz nada. Quero só ver se a Prefeitura vai dar de presente essa área para eles”, conta moradora da Rua Rio Negro. “Nos sentimos ameaçados. Os invasores passam pelas nossas casas e já vi intimidarem alguns vizinhos”, completa outro morador.
Segundo vizinhos do campo do Liberdade, a área invadida vem recebendo visitação e apoio de políticos. Um ex-presidente da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo seria frequentador assíduo.
Outro ilustre morador do bairro, que já foi candidato a vereador e liderança comunitária, também estaria mantendo contatos com os invasores. Roda de chimarrão faria parte dos encontros. Claro que, ali na frente (nas eleições), essa conta deverá reaparecer.
Além do material de excelente qualidade para construir os barracos e de veículos estacionados, chama a atenção que alguns invasores são moradores do entorno. Alguns ocupantes têm base perto da área invadida.
Em relação à desocupação de área pública, o secretário da Habitação, Beto Carabajal, esteve na Câmara de Vereadores explicando como a Prefeitura trabalha para a reintegração de posse. Ao todo, são dez áreas públicas invadidas no município.
Até agora, o Executivo não criou uma força-tarefa ou aumentou as equipes de fiscalização. A sinalização implícita nestes comportamentos é quase um convite para que novas áreas sejam invadidas e ocupadas por oportunistas. Novo Hamburgo continua sendo saqueada.
Confira no link a seguir a reportagem no blog com as explicações do secretário Beto Carabajal: http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=976.

























