O médico gaúcho Victor Sorrentino foi preso no Egito.
Ele é bastante conhecido nas redes sociais, com cerca de um milhão de seguidores.
A informação foi divulgada, neste domingo (30), pelo Ministério do Interior egípcio. Veículos de comunicação como CNN, UOL, Correio Braziliense, Correio do Povo e Maria Claire divulgaram o episódio.
O motivo da prisão foi um vídeo feito por Sorrentino, com apelo sexual, envolvendo uma vendedora egípcia, na cidade de Luxor. O gaúcho publicou o vídeo numa rede social – teria sido feito na semana -, e a tradução do que ele falou chegou ao conhecimento de movimentos que defendem os direitos das mulheres no Egito.
A rede CNN publicou a notícia em seu portal no país: https://arabic.cnn.com/middle-east/article/2021/05… .
O Portal Martin Behrend não conseguiu apurar onde exatamente se encontra o médico. A informação inicialmente divulgada pelas autoridades egípcias é que ele deverá ser apresentado ao Ministério Público do Egito.
O VÍDEO
No vídeo publicado numa rede social, o médico está segurando um papiro – espécie de papel – e dialogando com uma vendedora egípcia.
Em português, ele pergunta:
– Vocês gostam mesmo é do bem duro, né?
Sem entender, a vendedora sorri. E o médico também dá uma gargalhada. Depois, ele repete:
– Ela gosta do bem duro, bem duro. E comprido também fica legal, né. O papiro comprido.
O UOL publicou o vídeo feito pelo médico.
DESCULPAS
Após uma repercussão inicial, Sorrentino gravou novo vídeo pedindo desculpas pela situação. Seu perfil no Instagram, que era aberto, se tornou privado. No site do médico, ao clicar no ícone do Facebook, diz que “Esta página não está disponível”.
Sorrentino ganhou muitos seguidores e admiradores por defender o uso da cloroquina na pandemia do novo coronavírus. Ele tem consultório em Porto Alegre e São Paulo. Ele também é médico e sócio de um spa em Montenegro.
HASHTAGS
Nas últimas horas, as redes sociais do Egito receberam muitas mobilizações envolvendo o episódio:
# Brazilian Harasser (Assediador)
# Expulsar o assediador brasileiro do Egito
# Não queremos assediadores em nosso país
