Em janeiro de 2025, o Portal Martin Behrend publicou a reportagem: “Moradores da Roselândia apavorados: duplo impacto na conta de água no começo de 2025”.
Dentro da matéria, também foi publicada uma denúncia trazida por moradores envolvendo a cobertura existente na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Roselândia, sob responsabilidade da Comusa — Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo. “Internamente, chama a atenção de moradores toldos arrancados e rasgados sobre os tanques de lodo. ‘A sensação é de abandono. Parece que não está em funcionamento’, comenta uma vizinha do local.
Os tanques com a cobertura prejudicada recebem o lodo e ficam com um aspecto de barro acumulado, sem a presença de água. É isso que causa uma sensação estranha do local.”
A foto abaixo foi publicada na matéria do ano passado registrando a situação.
INVESTIMENTO
Mais de um ano depois, a Comusa concluiu a instalação de uma nova cobertura na ETE Roselândia. A melhoria foi realizada ao longo do mês de março e tem como objetivo tornar o processo mais eficiente, protegendo a estrutura da chuva e de outras condições climáticas.
A intervenção está diretamente relacionada ao funcionamento dos leitos de secagem, uma etapa importante do tratamento de esgoto. É neles que o material resultante do processo passa por redução de umidade, facilitando o manuseio e a destinação final de forma adequada ao meio ambiente.
Na ETE Roselândia, são quatro leitos que, juntos, somam cerca de 730 metros quadrados. Como funcionam como áreas abertas, esses espaços acabam acumulando água da chuva, o que prejudica o processo de secagem, isso porque o material volta a ficar úmido, reduzindo a eficiência do sistema.
RESISTENTE
De acordo com o engenheiro da Comusa, Nicolas Bortoluzzi, para resolver essa situação, foi instalada uma nova cobertura com telhas metálicas. A estrutura substitui a antiga lona plástica, que havia sido danificada com o tempo devido ao vento e às condições do clima. “A nova cobertura é mais resistente e durável e o telhado metálico oferece maior segurança. Tem uma vida útil estimada entre 20 e 30 anos”, destaca.
O coordenador de produção, Geraldo Thiesen, ressalta o impacto da obra no dia a dia da operação. “Com a nova cobertura, conseguimos manter melhores condições de secagem mesmo em períodos de chuva, o que traz mais eficiência e regularidade ao processo”, complementa.
De acordo com a Comusa, a reforma qualifica o funcionamento da ETE Roselândia, garantindo mais eficiência no tratamento de esgoto, reforçando o cuidado com o meio ambiente e com a qualidade dos serviços prestados à população.
