Torcedor do Noia reclama e Comusa explica falta de patrocínio

Um torcedor do Esporte Clube Novo Hamburgo – também conselheiro do clube – me procurou chateado com a falta de atenção e apoio por parte da Prefeitura. Ele questionou o fato da Comusa, por exemplo, ter patrocinado a equipe de vôlei Noia/Comusa e não ter investido o mesmo valor no clube, que há 103 anos divulga o nome de Novo Hamburgo no Estado e pelo Brasil. Este torcedor ainda lembrou que na vizinha São Leopoldo a Prefeitura de lá sempre repassou recursos para o Aimoré – eterno rival do Noia – até mesmo pelo Semae.

Procurei a Comusa para entender a situação. A resposta é do diretor-geral, Mozar Dietrich.

“A Comusa não pode patrocinar atividades, no sentido próprio da palavra. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já decidiu que não podemos dispender verbas de "patrocínio", pois não necessitamos "vender" nossa imagem, uma vez que não temos concorrentes. O que mantemos com o Nóia-Volei é um convênio para o desenvolvimento de ações educativas e socioambientais, nos mesmos moldes que mantínhamos até o início deste ano com o Esporte Clube Novo Hamburgo (ECNH).

Através desse convênio, aproveitamos as aulas de vôlei do projeto vôlei social que o Nóia-Volei realiza junto às escolas, que atende milhares de alunos por ano da rede municipal de ensino, para também realizarmos oficinas, palestras e capacitações sobre água, esgoto, lixo, meio ambiente (o que é uma obrigação da Comusa), tanto para os alunos do vôlei social, quanto para os que estão nas equipes de vôlei do Nóia.

Em relação ao ECNH, tínhamos um mesmo convênio, mas foi cancelado no início deste ano. Esse convênio também desenvolvia atividades educativas ambientais com as crianças e adolescentes das escolinhas de futebol. Contudo, o convênio foi suspenso a pedido do próprio ECNH, que não tinha condições de realizar a correta execução físico-financeira de uma tal modalidade de conveniamento.

Por serem ações fiscalizadas pelo TCE temos tido o cuidado de fazer esses convênios com o máximo cuidado, para que não tenhamos apontamentos, glosas de verbas, multas. Na minha gestão, um auditor do TCE não aprovou o convênio com o Nóia-Volei em 2013, determinando inclusive a devolução do recurso destinado ao convênio. Estamos em discussão com o TCE e contestando essa decisão, por enquanto, de um auditor do TCE, o que esperamos reverter no plenário.

Portanto, não se trata de uma falta de vontade para com o ECNH, mas de cuidados que temos que ter com os recursos da Comusa e da proibição de destinarmos

verbas para patrocínio.”

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