O clube que nasceu em 1911. Que jamais fechou as portas do
seu Departamento de Futebol. Que tem cinco vice-campeonatos do Gauchão – 1942,
1947, 1949, 1950 e 1952. O clube do Estádio dos Taquarais, do Estádio Santa
Rosa, do Estádio do Vale. O maior campeão do Brasil na década de 1950. O time
que não tem muita torcida, mas fieis seguidores.
O anilado de Periquito, Miro e Zulfe. De Geada. De Paulinho,
Raul Klein, Xameguinha, Marquinhos, Itamar, Alceu, Preto. Da família Fehse. De
Reinaldo von Reisswitz. O Novo Hamburgo de Novo Hamburgo. Este clube
incansável. Que resiste ao tempo. Este clube está na final do Gauchão 2017. 65
anos após o vice-campeonato de 1952. É a história sendo escrita.
Das arquibancadas do Estádio do Vale, os torcedores do
Esporte Clube Novo Hamburgo (ECNH) sempre entoaram um grito de incentivo aos
jogadores anilados: “time de guerreiros”. É exatamente assim que o grupo do
Noia tem atuado dentro de campo durante este Gauchão e a melhor campanha do
torneio não poderia ficar de fora da grande final.
Na noite deste domingo, no Estádio do Vale, o anilado empatou com o
Grêmio, por 1 a 1, no Estádio do Vale. O placar igualou o confronto de ida, na
Arena, e a decisão foi para os pênaltis. Na nona cobrança, Matheus defendeu o
chute de Kannemann e Amaral marcou para o Novo Hamburgo. Nas penalidades
máximas, Noia 7 x 6 Grêmio. Assim, decretando que o ECNH vai disputar a grande
decisão contra o Inter, que superou o Caxias nas penalidades – cada time venceu um dos duelos por 1 a 0.
A partida iniciou como um confronto clássico de Gauchão.
Muita marcação de parte a parte, um duelo truncado e pegado. Afinal, estava em
jogo uma vaga na final da competição. A primeira oportunidade surgiu apenas aos
34 minutos, em uma cobrança de falta próxima à área. O lateral gremista Edilson
bateu rente ao poste direito de Matheus, mas a bola saiu pela linha de fundo.
Logo após, aos 38 minutos, o Grêmio novamente chegou com
perigo. Em cruzamento rasteiro pela esquerda, Miller Bolaños cruzou rasante
para dentro da área, mas novamente o goleiro anilado saiu para afastar. Na
sequência da jogada, aos 39 minutos, o Noia teve a melhor oportunidade dos 45
minutos iniciais. Branquinho arrancou em velocidade e encontrou João Paulo
livre dentro da área. O centroavante chutou não dominou e bateu sobre o gol de
Marcelo Grohe.
Enquanto isso, no segundo tempo, o jogo fluiu mais e tanto
Grêmio quanto Novo Hamburgo buscaram mais o gol. Logo de cara, as melhores
chances foram do Noia. Porém, foi o tricolor que saiu em vantagem com o
paraguaio Lucas Barrios, aos 20 minutos. O anilado seguiu pressionando e foi
premiado com o seu gol aos 28 minutos. Após cobrança de escanteio, o zagueiro
artilheiro Júlio Santos deixou tudo igual. Fim de jogo no tempo normal: Novo Hamburgo 1 x 1
Grêmio. A decisão caminhava para as penalidades máximas.
Como não poderia deixar de ser, os três duelos entre Noia e
o tricolor ficaram empatados e sempre foram muito equilibrados. Os pênaltis
também seguiram a mesma lógica e a definição se arrastou por nove cobranças da
marca da cal. Na última batida, Matheus brilhou e defendeu o chute de Kannemann
e Amaral, para o Novo Hamburgo, converteu. Nos pênaltis, Novo Hamburgo 7 x 6
Grêmio. Assim, garantindo o Esporte Clube Novo Hamburgo na grande decisão do
Campeonato Gaúcho. Em função do regulamento, o Noia perde o título de Campeão do Interior do RS. Agora, é buscar o inédito título! O clube também garantiu vaga na Copa do Brasil de 2018.
O ECNH se reapresenta nesta terça-feira, dia 25 de abril, às
16 horas. O elenco anilado retorna aos trabalhos no Estádio do Vale para
começar a preparação da finalíssima do torneio diante do Inter. O primeiro jogo
da decisão acontece no próximo domingo, dia 30 de abril, no Beira-Rio, em Porto
Alegre. O segundo jogo deverá ser no Estádio do Vale no dia 7 de maio, já que as arquibancadas móveis deverão ser liberadas e o regulamento exige estádio com capacidade mínima de 10 mil torcedores.

























