Não chega a ser um recomeço na carreira de Jorginho Schmidt, mas é um novo e instigante desafio.
Para um técnico tão vitorioso no vôlei brasileiro, receber a proposta de comandar a seleção de vôlei da Colômbia, aos 64 anos, poderia soar como algo menor.
Mas só quem não conhece o hamburguense para imaginar isso. Jorginho está disposto a deixar um legado do seu trabalho para o vôlei colombiano.
EMBARQUE
Jorginho desembarcou na Colômbia em 7 de junho. O Portal Martin Behrend publicou matéria na véspera do seu embarque: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
Após quase três semanas de treinos, a reportagem voltou a conversar com o treinador tricampeão da Superliga de Vôlei – 1994/95, 1997/98 e 1998/99. O entusiasmo é grande, mas Jorginho sabe que terá muito trabalho pela frente. “Estamos em Cali, e a estrutura de quadra é muito boa. Estamos indo muito bem. Temos bastante a trabalhar em alguns fundamentos e o grupo está motivado”, garante.
O primeiro desafio de Jorginho Schmidt à frente da seleção da Colômbia será no Campeonato Sul-Americano, que será realizado no final de agosto e começo de setembro, em Brasília (DF).
Na edição de 2017, a Colômbia ficou no quinto lugar na competição; já no Sul-Americano de 2019, os colombianos finalizaram na sexta posição.
Confira abaixo algumas análises do treinador hamburguense sobre os primeiros dias de trabalho:
GRUPO CONVOCADO – “Nós convocamos, num primeiro momento, 21 jogadores. E já fizemos algumas mudanças no plantel envolvendo quatro atletas. Estamos todos concentrados num hotel em Cali, a menos de dez minutos do centro de treinamento.”
ROTINA E TREINOS – “O trabalho está pesado. Eles não tinham tanto o costume de trabalhar em dois turnos, treinos com bola. Além disso, tem fisioterapia e musculação. A condição física dos atletas está boa, agradou. Tecnicamente, temos muito a fazer e evoluir. Eles valorizam bastante o saque e o ataque, que são os fundamentos que mais pontuam. Então, temos outras questões para avançar.”
OBJETIVO – “Nossa primeira competição oficial será o Sul-Americano. Vai faltar tempo de treino, mas as condições são essas. Brasil, Argentina e Venezuela estão na frente, até porque vão disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, e estão se preparando para isso. Ganham pontos. Nossa disputa vai ser pelo terceiro lugar, vamos brigar pelo bronze. Agora, o ponto máximo desse trabalho é conseguir uma classificação para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024”
CONCENTRAÇÃO – “Até o Sul-Americano, nós não vamos sair de Cali. Vamos nos manter concentrados e treinando aqui. As condições são boas, e a temperatura média da cidade fica entre 22 e 26 graus. Das condições de temperatura não temos do que reclamar.”


























