Já teve morte, tiro, polícia… Que a bola volte a rolar em paz pelos campos de várzea!

O Campeonato Varzeano de Novo Hamburgo está de volta. E que bom! Esporte é vida e o campeonato municipal sempre ajudou a movimentar os bairros aos finais de semana. Os méritos deste retorno são da Prefeitura, através da Secretaria de Esporte e Lazer. O prefeito Luis Lauermann participou da cerimônia, no domingo passado, e deu o pontapé inicial para a partida entre Farroupilha e São José, pela categoria Veterano.

O Varzeano tem a participação de 12 clubes da cidade. Cada agremiação inscreveu dois times na competição: um para o Primeiro Quadro e outro para o Veterano, que reúne atletas com mais de 40 anos. Todos os jogos terão a presença de um trio de arbitragem e a final do campeonato, prevista para acontecer em dezembro, poderá ser realizada no Estádio do Vale.

Joguei uma temporada no Varzeano de Novo Hamburgo – foi no começo dos anos 2000. Um olheiro me “contratou” para atuar no Liberdade. Meu procurador era o Antônio Mendes. Nossa estreia foi contra o Rondônia, no campo do Rondônia. Equipe do Jornal NH registrando tudo, alambrados lotados, uma festa. Fui contratado como camisa 9, mas como a dupla de zaga faltou na estreia fui enjambrado como zagueiro central. Segundo o Mendes, com meu 1,90 metro não podia perder por cima. Pressão!

Saímos ganhando por 1 a 0, levamos a virada e, na metade do segundo tempo, empatamos. Então tivemos um jogador expulso e a tensão cresceu. Só tinha árbitro principal – não havia auxiliares! Até que o treinador do Rondônia, indignado com uma marcação, invadiu o campo e deu um soco na boca do juiz. A confusão estava pronta. Um dirigente do Liberdade começou a gritar “Sai todo mundo! Não tem mais condições! Fora, fora…” E fomos todos se atropelando pro vestiário. E assim, aos 35 do segundo tempo, com o juiz sangrando, o treinador fugindo da Brigada Militar e metade do time indo na Delegacia de Polícia prestar depoimento sobre a covarde agressão, encerrou minha estreia no Varzeano de Novo Hamburgo.

Que episódios lamentáveis e até piores – tiros, morte, confusão – fiquem no passado. Que o legado da Copa do Mundo de 2014, de alguma maneira, possa estar presente nos campos de várzea do município. E que os promotores sejam severos em eventuais casos de indisciplina. Bom retorno, Varzeano!

Chave A

Chave B

São José

Vila Nova

Hamburguês

Estrela

Farroupilha

11 Gaúcho

Portuguesa

Guarani

Canto do Rio

Rondônia

Santo Antônio

Veterano

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