“É uma experiência inesquecível. Estou amando esta
oportunidade de conhecer e trocar experiências com gente de todas as partes do
mundo. Momento único”. É dessa forma que a hamburguense Juliana Campani Fehse,
44 anos, avalia sua participação como voluntária nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Dividindo apartamento alugado com outras voluntárias, entre elas a também hamburguense
Juliana Vielitz, a base de trabalho de Juliana Fehse é a arena do vôlei de
praia nas areias de Copacabana, com capacidade para mais de dez mil pessoas.
Por ter morado por cinco anos nos Estados Unidos e ter facilidade
de se comunicar com o idioma inglês, uma das atribuições é recepcionar a
auxiliar jornalistas internacionais. Eventualmente, ela consegue acompanhar
algumas disputas. “Tentamos estar sempre atentas aos jogos, mas não conseguimos
acompanhar todos”, explica Juliana, que atua em Novo Hamburgo como gestora de
pessoas, Coach e trabalha com seguros. Em função da escala e da rotina de
trabalho na Rio 2016, sobra um tempo para conferir o que está ocorrendo em
outros locais de competições. Ela já assistiu ao vôlei masculino de quadra e rugby
masculino – além claro, do vôlei de praia. “Hoje à tarde pretendo assistir ao
polo aquático. E mais alguns até o final, tudo depende da minha escala de
trabalho”, detalha.
Atuando como voluntária da Liga Feminina de Combate ao
Câncer de Novo Hamburgo, Juliana está experimentando participar do seu primeiro
grande evento internacional. Ela elogia um dos pontos mais tensos dos Jogos Rio
2016. “A questão da segurança nos jogos está bastante tranquila. Tem um grande
aparato com a polícia local, federal e o exército, o que acaba tranquilizando
os visitantes”, avalia. Como voluntária, ela recebeu o seguinte kit da marca
361 graus: 1 par de tênis, 3 pares de meia, 1 mochila, 1 capa de chuva, 3
camisetas polo, 1 jaqueta , 1 cinto, 1 garrafinha de água , 1 prendedor de
garrafa, 1 boné, 2 calças que viram bermuda.
A hamburguense destaca o papel dos torcedores na Rio 2016. “As
torcidas estão bastante motivadas, claro, principalmente a do Brasil.
É lindo de ver todo pessoal vestindo a camisa do Brasil, alguns enrolados em
bandeiras, com cornetas, todos vibrando. É assim, deixando de lado um pouco os
problemas que temos com nosso governo e com os nossos políticos. Penso que os
atletas se esforçam a vida inteira para este momento e considero importante
valorizar e apoiar”, salienta.
A jornada de trabalho de Juliana Fehse como voluntária se
encerra no dia 18 de agosto. Até lá, segue a dedicação e o entusiasmo nas suas
rotinas olímpicas. O retorno, contudo, será após o encerramento dos Jogos – em 21
de agosto (domingo). O desejo é aproveitar e vivenciar cada instante, cada
disputa, cada confraternização. Dentro do espírito que só os Jogos Olímpicos
conseguem proporcionar.
PS: A reportagem produzida pelo Portal Martin sobre a outra hamburguense, Juliana
Vielitz, está no link: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/1975/titulo/hamburguense-que-conduziu-tocha-olimpica-ja-esta-no-rio-para-trabalhar-como-voluntaria-nos-jogos-de-2016
