Daniel Meinhardt renuncia ao cargo de presidente do Noia: “Agora, vou voltar para a tela junto da torcida”

No domingo, 1º de maio, o Esporte Clube Novo Hamburgo
completará 105 anos de história.
Faltando cinco dias para essa importante data,
o Noia ficou sem presidente. Daniel Meinhardt, que havia assumido em novembro
após a renúncia de Claudemir Dias, anunciou, na noite de ontem, que estava
abrindo mão do cargo.
“O envolvimento com o clube é diário. E desgastante”,
justifica ao comentar os reflexos no escritório de advocacia em que atua.

A chegada de Meinhardt à presidência anilada foi meteórica.
Torcedor acostumado a ficar na tela, jogando junto com a torcida, ele foi alçado ao
posto de presidente do Conselho Deliberativo. Com a inesperada saída de Dias, ele aceitou, em novembro do ano passado, o desafio de conduzir o Noia no Gauchão 2016. “Não quero me promover, mas saio da presidência com o clube na
elite do Gauchão e apto a disputar a Série D do Brasileirão”, avalia.

Para a disputa da Série D do Brasileiro, o Noia deverá
receber ajuda de custo para viagens e hospedagem. Além disso, o Banrisul deverá
patrocinar o clube, embora o dinheiro – de R$ 300 mil a R$ 600 mil – possa ser
repassado somente em 2017, dependendo de negociação com o governo estadual. Mesmo com estas sinalizações de suporte financeiro,
Meinhardt diz que precisa se dedicar aos negócios pessoais. “Nestes seis meses
de trabalho, um dos objetivos foi ajustar o orçamento do clube e arrumar a casa
internamente. Fico feliz em ter contribuído para organizar algumas questões.
Quem chegar, pegará o clube alinhado”, garante. “Agora, vou voltar para a tela
junto da torcida.”

Conversando com um ex-dirigente anilado, que prefere não se
identificar, algumas questões internas, como processos trabalhistas, pequenas
dívidas e falta de apoio da comunidade estão minando o entusiasmo de
hamburguenses que aparecem para ajudar na diretoria anilada. Segundo esse
ex-dirigente, se o clube não conseguir se profissionalizar e empresários de
Novo Hamburgo não entenderem a importância do clube para a cidade, o futuro
será desanimador.

O vice-presidente Luiz Stefanello Schaidt é o principal cotado a assumir a presidência. O ex-presidente Sérgio Schoenardie seguirá como vice-presidente de Futebol. Essa e a vida anilada: tem os 105 anos e a Série D pela frente. As emoções continuam.

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