O Esporte Clube Novo Hamburgo abusou de perder gols, jogou boa parte do confronto com um a mais em campo, teve um festival de impedimentos marcados num claro sinal de desconcentração e foi punido no último minuto.
Na noite desta segunda-feira, em jogo pela quarta da rodada do Campeonato Brasileiro da Série D, Novo Hamburgo e Cianorte ficaram no 1 a 1, em jogo disputado no Estádio do Vale. Com essa igualdade, somente um milagre poderá levar a equipe hamburguense à segunda fase da competição.
A classificação do grupo ficou assim: Tubarão, 12; Cianorte, 5; Novo Hamburgo e Ferroviária, 2. Lembrando: avançam à segunda fase os primeiros colocados de cada grupo (total de 17) mais os 15 melhores segundos colocados, num total de 32 clubes.
Na próxima rodada, o Noia enfrenta o líder Tubarão, em Santa Catarina. Já o Cianorte pega a Ferroviária – que demitiu seu treinador e está desmobilizada na competição.
O Novo Hamburgo começou o jogo entusiasmando seu torcedor, com gol marcado por Fidélis em cobrança de pênalti. Durante a partida, uma figura resume o grau de desconcentração e também de falta de qualidade: o centroavante João Paulo.
Figura ímpar e decisiva na conquista do Gauchão 2018, João Paulo irritou o torcedor anilado ao ficar diversas em impedimento. Além disso, perdeu pelo menos dois gols incríveis. Em um deles, era ele e o goleiro. Teve tempo de esperar a bola quicar, enquadrou o corpo e, sem qualquer marcação, encobriu o goleiro – e a goleira. Perdeu um gol injustificável para um profissional.
No começo do segundo tempo, o anilado teve sua vida facilitada, quando um defensor do Cianorte foi expulso. Foram mais chances e oportunidades sendo desperdiçadas. E o segundo gol não veio.
Brincando com a sorte, o Noia foi penalizado no último minuto – 48 da segunda etapa. Em cobrança de falta, a bola resvalou na barreira e enganou o goleiro Carlão. Foi o empate. Ao final da partida, vaias para a equipe anilada em noite de muita garra do Cianorte e baixa qualidade do Noia.
“O nosso ataque não está passando por uma boa fase”, resumiu o vice-presidente de Futebol do Noia, Pitia Bilhar. “Estamos tirando o peso e a responsabilidade dos jogadores. Nossa vontade era ganhar esse primeiro jogo. Isso acaba prejudicando e a bola acaba queimando. A culpa não é dos jogadores, eles lutaram muito”, destacou o treinador Paulo Henrique Marques.
Infelizmente e tristemente, a quarta campanha negativa do Noia em cinco meses de competições nesta temporada está se confirmando. Só um milagre salva.

























