Sinner: fase momentânea ou talento?

Desempenho do tenista italiano chama a atenção pelos números e responde a pergunta

Volto a escrever neste espaço sobre um dos temas esportivos que mais gosto: tênis.

E pela primeira vez rabisco umas linhas sobre aquilo que para mim era uma dúvida, mas que está sendo esclarecida com o passar dos jogos que assisto. A ascensão do italiano Jannik Sinner é uma fase momentânea ou o talento dele está se apresentado e ele veio para ficar entre os grandes?

Pelo que tenho visto – estou longe de ser especialista na modalidade –, principalmente nos últimos dois anos, acredito que seja talento. O “cenourinha” pratica um tênis belíssimo, com golpes precisos, uma tranquilidade absurda dentro da quadra, regularidade em todos os pisos (saibro, grama e duro) e, para mim, é o que mais impressionante e responde a pergunta acima: os números e as estatísticas que ele apresenta.

Difícil acreditar que daqui alguns meses ou nos próximos anos não veremos Sinner figurar no topo. Ele já perdeu para os grandes, mas as vitórias sobre eles são fantásticas, em alguns momentos com facilidade que até chama a atenção.

Outro fator que mostra o quanto Jannik é talentoso é o período de inatividade que ele foi submetido devido à punição. Muitos acreditavam que isso baixaria seu nível, o deixaria fora dos holofotes, mas foi totalmente ao contrário. Parece que a suspensão o fortaleceu ainda mais, que sua habilidade e seus golpes receberam um aprimoramento absurdo e que ninguém parece ser páreo para ele.

Sinner vai perder? Deixará escapar uma partida que parecia fácil? Óbvio que sim, assim como Nadal, Federer e Djokovic também passaram por isso.

E será que ele vai igualar os números ou títulos do big three? Não arrisco aqui a me posicionar sobre isso, mas afirmo, com extrema tranquilidade, que veremos Sinner no topo por um bom tempo. O que estamos presenciando é talento, e não fase momentânea.

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