O descompasso entre a velocidade de desenvolvimento da tecnologia, das pessoas e das empresas

Não é quem sabe mais que se destaca neste novo paradigma

Fernando Frazão/Agência Brasil

O ritmo do trabalho foi acelerado após o advento da tecnologia: mais velocidade, precisão e possibilidades. O que 10 pessoas faziam há 20 anos está concentrado em uma única pessoa. Será que esquecemos?

O suporte tecnológico, com IA ou não, mudou a forma como trabalhávamos, trabalhamos e ainda vamos trabalhar.

Não faltam ferramentas e soluções que nos levem a ampliar nossa capacidade, aumentar nossa produtividade e criar soluções com mais clareza e assertividade, com o repertório adequado.

Por outro lado, Alsones Balestrin, Phd, em seu livro ‘Inteligência artificial e o novo superciclo de inovação’ de 2025, enfatiza uma lei que representa o que há de mais atual no descompasso entre a velocidade da tecnologia e das empresas.

Segundo o autor, “a adaptação das empresas ocorre de maneira significativamente mais lenta, em razão de fatores como legados estruturais, fatores culturais, processos burocráticos e resistência à mudança”.

Ele ressalta que a Martec´s Law de Scott Brinker explica esta diferença de velocidade. Balestrin afirma que “decidir o que adotar e o que descartar torna-se um exercício crítico, pois simplesmente perseguir todas as inovações não garante sucesso: é preciso um equilíbrio entre experimentação e estabilidade”.

A velocidade das pessoas

Será que a velocidade de adaptação e aprendizado das pessoas acompanha este descompasso?

Certamente não. Ainda estamos na fase de aquisição de conhecimentos e experimentação e não de nexialismo sistêmico.

Não é quem sabe mais que se destaca neste novo paradigma. E, sim, quem faz a melhor avaliação do contexto e cria a melhor combinação dele, criando um sentido conectado a estratégia pessoal ou da empresa, a partir do presente e de um futuro a ser criado.

É uma mudança de foco:

Não há fórmula pronta que resolva esta questão em cada empresa. Há, sim, a necessidade de desenvolver talentos que consigam combinar uma boa execução presente com a criação de um futuro diferenciado.

Esse caminho inicia pelo mindset pessoal, pelo aprendizado contínuo e pela ampliação do uso da criatividade para conectar os pontos que a tecnologia, sozinha, ainda não consegue unir.

#Inovação #FuturoDoTrabalho #Tecnologia #Liderança #Nexialismo

Publicado no portal martinbehrend.com.br

 

Sair da versão mobile