Fiz compras no Mundo dos Plásticos: um valor inalcançável do comércio de rua

Mesmo com comércio eletrônico, sigo prestigiando e realizado a maior parte das minhas compras em comércios de rua

Loja está há décadas instalada na Rua Joaquim Nabuco, no Centro

Nesta segunda-feira (15), fiz mais uma viagem no tempo num comércio de rua de Novo Hamburgo.

Precisava comprar uma lixeira plástica de 60 litros – a tampa da nossa atual tinha quebrado.

Já tinha tentado comprar em dois supermercados que nossa família costuma frequentar, mas só tinham modelos parecidos. Ao longo do tempo, estes grandes mercados acabaram tendo quase tudo, e aproveitamos as compras do dia a dia para adquirir outros itens que já estão por ali. Só que não tinha a lixeira com a tampa desejada.

Era hora de, mais uma vez, voltar as atenções para o comércio de rua.

Memória afetiva daqui, referência de tradição acolá, e lá me fui para a Rua Joaquim Nabuco, perto da Catedral São Luiz Gonzaga, no Centro.

Meu destino foi o Mundo dos Plásticos. Lembro desta loja desde quando ia com minha avó Clarice e com minha mãe, Miriam, fazer compras. Aquelas prateleiras forradas de tantos objetos sempre encantavam.

Depois de adulto, também passei a ser cliente, mas não com tanta frequência – comprei uma chaleira para ferver água, toalhas de mesa de plástico e algumas caixas plásticas.

Entrar no Mundo dos Plásticos, no meu caso, é uma viagem com sabor de infância, de boas memórias, de imaginar um MUNDO de itens. A loja sempre despertou curiosidade por se apresentar como sendo o MUNDO dos plásticos, podendo ter sortidas peças com essa matéria-prima

Do seu jeito, a loja foi superando gerações, crises, trocas de governos – e se mantém firme e forte. São 60 anos de história! A abertura foi em 1966!

Então, hoje estive por lá. A loja se mantém parecida com o que encontrava na infância. São centenas de itens de várias marcas e fornecedores. Dá para ficar horas verificando tantas mercadorias. Ao fundo, um espaço raro: os rolos de diferentes materiais – como toalhas plásticas – onde é possível comprar sob medida ou com a medida desejada. Das antigas mesmo!

Quando entrei no comércio, um atendente veio ao meu encontro. Era o Felipe. Perguntou o que eu estava procurando. Detalhei a lixeira que precisava. Expliquei a questão da tampa. E lá se foi ele procurar. E, na parte de cima de uma prateleira, estava exatamente o que eu procurava. Aquilo que não achei em grandes supermercados estava no Mundo dos Plásticos.

Com a compra encaminhada, veio uma senhora de um espaço interno da loja. Ouviu minha voz, conferiu quem era e largou: “Martin Behrend!” Era a Marina Rost, que acompanha há anos o meu trabalho como jornalista e radialista.

Então, o vendedor Felipe falou: “Eu sabia que conhecia essa voz, é claro, do Martin Behrend!”.

A partir desse momento, começamos a falar do meu trabalho de jornalista, dos meus programas de rádio, do Portal Martin Behrend, das minhas lives nas redes sociais, de assuntos de Novo Hamburgo, da voz do Felipe para trabalhar como locutor – leva jeito! -, de emissoras de rádio e a prosa seguiu por alguns bons minutos.

Até que fui pagar, ainda comprei uns chocolates e, depois, recebi um cupom para concorrer numa campanha da Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH) – outro diferencial!

 O comércio eletrônico é uma realidade global. Não se discute. Compramos sentados no sofá de casa. Recebemos na porta das nossas casas ou prédios. E, muitas vezes, a mercadoria fica mais em conta no seu valor. Tudo isso é real e crescente.

Mas tem algo que o comércio eletrônico não oferece: o aperto de mão, o brilho no olho de quem te admira, a conversa de um vendedor preparado para indicar as melhores mercadorias, o encontro com conhecidos, a conversa franca sobre as coisas boas e ruins da cidade, a certeza de poder contar com um atendimento presencial em caso de problemas, o fato de movimentar e estimular emprego e renda na própria cidade.

Este é o preço incalculável e insuperável que somente o comércio de rua oferece. Não tem comércio eletrônico que se aproxime deste valor.

Finalizo esse meu relato sobre o Mundo dos Plásticos destacando que sou fã do comércio de rua. São dezenas e dezenas de estabelecimentos comerciais que fazem parte da rotina da nossa família, com maior ou menor frequência.

Vou citar alguns e esquecer outros – apenas de Novo Hamburgo -, mas vamos lá: Smash, Acell, Óptica Luz, Joalheria Scheffler, Broni, Pesquisa, Tendência Maior, Madalena Calçados, Katy Calçados, Chirú, Rainha das Noivas, Flama, Mapa, Clip, Agulhinha, Roca, Hering, Lupo, Nativus, Proderma, Floricultura Ideal, Adams Sleep, PNP, Intensidade Máxima, Becker Esportes, Palácio da Música, Floricultura Rio Branco, Moro, Multimídia, Savon de Angelina, Labothe, Eletrosom, Tecnolar, Chipbyte, HBS Informática, Colombo, Luz e Lustres, Office Shop, Livraria Novo Hamburgo… A lista é grande, em vários bairros, e teria mais!

Vida longa ao comércio de rua e ao valor inalcançável e insuperável do aperto de mão, da conversa de balcão e do olho brilhando no atendimento.

Sair da versão mobile