Faleceu o inesquecível professor Baccin

Fui aluno do professor, que teve passagens marcantes por Novo Hamburgo e Campo Bom

Estevan Baccin e sua esposa, Tânia, residiam no Litoral Norte há mais de uma década. Divulgação

Quando fui estudar na 6ª série da Fundação Evangélica, da IENH, no final da década de 1980, havia muitas expectativas. Um dos meus irmãos e primos estudavam lá e falavam muitas coisas da nova escola.

Era o guardapó, o morrinho, o campão, os almoços no refeitório, as internas, o açougue no recreio e tantas novidades.

No meio desse turbilhão de um mundo que se descortinava, também havia as lendas envolvendo professores marcantes. Nesse contexto, um dos nomes que sempre era repetido por meus familiares era do professor Estevan Baccin, de Português. “Bah, te prepara com o Baccin, ele é meio maluco.” “Ele devolve as provas arremessando as folhas para os alunos”. “Ele é muito engraçado.” “São muito legais as aulas dele”.  Estes foram alguns dos avisos que recebi.

Então, chegou a 7ª série. Era hora de ter aula com o professor Baccin. Tudo aquilo que tinham antecipado se confirmou. Baccin era diferenciado.

Aprender a língua portuguesa com ele ficava mais leve. Se hoje sou jornalista e gosto tanto de ler e escrever, certamente tem a contribuição do professor Baccin. E, sim: na hora de devolver testes e provas, ele parava no meio da sala, lia os nomes e ia arremessando as folhas – uma característica marcante e que fazia a gurizada dar muitas risadas.

FALECIMENTO

Nesta quarta-feira (7), o professor Baccin descansou. Aos 79 anos, ele faleceu após ficar internado por 21 dias em hospital do Litoral Norte para tratar questões pulmonares.

O velório está sendo realizado na tarde desta quarta-feira na sala F da Funerária Krause, em Novo Hamburgo. O encerramento está marcado para as 18 horas.

Baccin era casado com a também professora Tânia Maria Möller Baccin – que igualmente foi minha professora de Português. Eles tiveram duas filhas: Fernanda e Gabriela. Há cerca de 16 anos, o casal morava em Imbé, no Litoral Norte.

Além de marcante passagem na Fundação Evangélica, Estevan Baccin também foi professor e trabalhou na secretaria do Colégio Estadual 25 de Julho, em Novo Hamburgo, e da Escola Estadual 31 de Janeiro, de Campo Bom. Em todos os educandários deixou uma legião de alunos admiradores do seu trabalho.

Descanse em paz, professor Baccin. Foi uma honra ter sido seu aluno.

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