DE NOVO HAMBURGO PARA SYDNEY
Convidada: Amália Mosmann, 39 anos
De Novo Hamburgo – nasceu em hospital de Santa Cruz do Sul. Reside em Sydney, na Austrália
Filha de Henrique Mosmann Júnior e Inês Solange Mosmann
Estudos:
Estudei no Colégio Oswaldo Cruz e na Fundação Evangélica.
Depois, Ensino Médio no Colégio Pio XII.
Fiz Bacharelado na Escola Superior de Hotelaria Castelli, em Canela, fiz meio curso de Turismo na Universidade Feevale, e MBA em Gestão Empresarial, na Unisinos.
Já na Austrália, fiz aulas de inglês, depois fiz um curso técnico chamado Diploma in Hospitality Management, e um chamado Advanced Diploma in Hospitality Management. O último foi o Certificate IV in Commercial Cookery na Kenvale College.
Quando foi morar no exterior?
Antes de morar em Sydney, já morei em Londres (2007) e Dublin (2011). E, em 2016, desembarquei na Austrália.
Como surgiu a oportunidade?
Foi ideia da minha mãe, depois de eu ter voltado de um mochilão pela América do Sul, em 2014. Ela me sugeriu morar na Austrália. A partir dessa sugestão, pesquisei sobre o país e resolvi por Sydney.
Qual o primeiro destino e onde reside atualmente?
Continuo em Sydney, desde 2016.
Qual sua atividade atual?
Atualmente, sou chef de cozinha.
Com quem vive?
Vivo com mais uma pessoa.
Qual local sente saudades de frequentar na cidade/região?
Serra Gaúcha!
Qual restaurante/comida/espaço gastronômico da região que sente falta?
O Xis das Taquareiras, churrascos e os rodízios de pizzas.
Tem algum hábito/costume/rotina que levou da região para o exterior?
Chimarrão. E comer sagu.
Pensa em voltar para morar na região?
Não. Nem na região e nem no Brasil.
Tenho muito orgulho de ser brasileira, amo meu Brasil e seus costumes e culturas, porém, a Austrália conquistou meu coração de um modo diferente. Vejo minha vida sendo aqui.
Qual atrativo ou destaque da cidade/região onde mora?
Em Sydney, tem o Opera House, Darling Harbour, Harbour Bridge, muitas praias. É uma cidade com uma alta diversificação cultural.
Tem metrô, trem, ônibus pontuais. Vida noturna até as 3 da manhã. Algumas horas de Sydney, no inverno, se pode esquiar. Tem o Vale dos Vinhedos, que aqui é o Hunter Valley.
Tem parque de diversão, Aquário, museus. Tem ferry para atravessar para o outro lado da ponte, caso não queira pegar ônibus. É uma cidade completa, onde temos tudo. E, acima de tudo, tem muita segurança.
Qual ensinamento/lição/prática que tem na sua atual cidade e que gostaria de ver sendo aplicada na cidade onde viveu no Brasil?
Segurança, transporte público funcional. A diversificação cultural não sendo um problema do outro.
Empatia, respeito de todos para todos, menos julgamentos e mais ação. Aprender que todos são diferentes, e aprender a respeitar essas diferenças.
Quando vim para a Austrália, já tinha vivido em outros países, porém foi aqui que aprendi e convivi com muitas pessoas de diversas culturas e costumes diferentes. E ninguém julga. Os australianos, às vezes, saem na rua de pés descalços. Fazem supermercado de pijama.
Quando se vai em festas, não precisa usar salto alto. Às pessoas se vestem como elas querem, usam o que quiserem. E ninguém aponta o dedo ou olha julgando.
Um doutor, advogado, médico, engenheiro no Brasil, vem ser pedreiro aqui na Austrália, e ganham muito bem! Uma advogada, doutora, enfermeira, vem ser faxineira aqui na Austrália, e vive muito bem! Delivery de comidas, como UberEats, ganha bem.
Então, quando tive essa realidade, que deu um baita contraste com a realidade que eu tinha no Brasil, a gente percebe que vive numa bolha, uma bolha preconceituosa e invisível, porque ninguém enxerga quem está dentro dela.
