DE FELIZ PARA PORTLAND
Convidado: Alvaro Luiz Henz, 54 anos.
De Feliz. Reside em Portland, nos Estados Unidos (EUA)
Filho de Anselmo Henz (In Memorian) e Shirlei Pires Henz
É casado com Valquiria Gampert Henz, e pai de Mikaela Gampert Henz, 23 anos, e Matheus Gampert Henz, 20 anos.
Estudos
Escola Estadual de 1º e 2º Graus Engenheiro Parobé, em Parobé, e Universidade Feevale (Escola de Educação Física/ESEF). Ingressei em 1987, com graduação em 1992.
Quando foi morar no exterior?
Fui morar no exterior pela primeira vez em 1995, na China, quando trabalhava nos Calçados Azaleia.
Como surgiu a oportunidade?
A Azaleia, em parceria com a TNK (companhia de importação e exportação associada a Azaleia) estava importando calçados da China e precisava de dois técnicos para auxiliar no desenvolvimento e comercialização destes produtos. Para tanto, estes técnicos teriam de morar na China. Fiz parte daquela acirrada seletiva interna que selecionou dois colaboradores para participar deste ambicioso projeto.
Eu (modelista técnico à época) e o colega Josué da Silva (ligado a área de PCP ) fomos os colaboradores selecionados. Depois de um ano inteiro de treinamento técnico, prático e teórico, e muita preparação, nos mudamos para Hong Kong, nossa base. Viajamos constantemente para o interior da China. Foi uma experiência ímpar e que até hoje ainda abre portas no campo professional.
Onde e com quem reside atualmente?
Atualmente resido na cidade de Portland, no estado do Oregon, nos Estados Unidos. Vivo com minha família: a esposa Valquiria Gampert Henz, minha filha Mikaela Gampert Henz, formada em Sociologia pela Portland State University de Portland OR., e nossas duas gatas, Luna e Juju.
Meu Filho Matheus Gampert Henz reside também no Oregon, porém na cidade de Eugene onde frequenta a University of Oregon(UO) – está no terceiro ano cursando Business.
Qual sua atividade atual?
Trabalho na Nike Inc. Dedicado a marca Jordan, onde sou diretor de Engenharia de Calçaados (Men, Women & Kids – Performance & Casual Wear).
Qual local sente saudades de frequentar na cidade/região?
Os locais que representam nossas tradições, como CTGs e Expointer, a Serra gaúcha e suas vinícolas. Obviamente, sentimos saudades dos amigos e do sol, calor e praia. Também do Estádio Beira Rio para prestigiar uma boa partida de futebol. Aqui o inverno é longo, fechado, frio e chuvoso. E também neva.
Qual restaurante/comida/espaço gastronômico da região que sente falta?
A gastronomia local é o que mais sentimos falta. Da facilidade de encontrarmos restaurantes abertos até mais tarde, pois aqui os bares e restaurantes fecham cedo, em torno das 20 horas.
Alguns exemplos: O Bifão, Churrascaria Schneider e Cantina Capri, em São Leopoldo, Paulinho Pilatti, restaurante Colina Verde na subida de Nova Petrópolis, o café do shopping. E também os restaurantes de comida colonial do KM 4, em Taquara.
Tem algum costume/rotina que levou da região para o exterior?
Habitualmente faço meu churrasquinho, duas ou três vezes por semana, mesmo no inverno, quando chove ou neva. Armo um gazebo na rua e coloco minha churrasqueira portátil lá. O bom é que a cerveja não precisa colocar na geladeira.
Pensa em voltar para morar na região?
Sim, pensamos em voltar um dia, depois da aposentadoria. O custo de vida aqui é alto e a saúde é muito cara.
Qual atrativo ou destaque da cidade/região onde mora?
O estado do Oregon é um dos estados mais verdes dos Estados Unidos e tem uma beleza ímpar. Temos praias de águas frias do Pacífico, região de deserto, vulcões (o Crater Lake é o mais famoso, pois após a última erupção formou um lago imenso na sua cratera), lindos rios com cachoeiras belíssimas e muitas trilhas para caminhadas – paixão da população local.
A montanha mais famosa é o Mount Hood, que permanece congelado quase o ano inteiro e tem estação de esqui. Outro atrativo do estado são os parques estaduais e nacionais com infraestrutura para camping (barracas, trailers ou motorhomes).
Qual ensinamento/lição/prática que tem na sua atual cidade e que gostaria de ver ser aplicada na cidade onde viveu no Brasil?
Ótima pergunta. O que mais gostaria de ver aí, e que temos aqui, é a aplicação dos recursos arrecadados com impostos e gastos com infraestrutura; calçadas padrão e inclusivas, onde cadeirantes podem transitar livremente sem necessidade de auxílio; ruas e avenidas sinalizadas e com pavimentação asfáltica de excelente qualidade.
Outra coisa é o respeito no trânsito. Em um cruzamento, mesmo não havendo sinaleira, aplica-se a regra de quem chega primeiro, vai primeiro, ou, então, quando há um estreitamento ou alargamento de pista aplica-se a regra do um de cada vez – e funciona…
