Teólogo defensor do MST sugere aos manifestantes atacar e machucar cavalos, mas diz que ama os animais

Há oito anos, tive a oportunidade de entrevistar o filósofo
e teólogo Leonardo Boff.
Eu era editor da Revista Expansão e ele veio palestrar
na Faculdades EST, em São Leopoldo. Conhecido como intelectual que renunciou às
suas atividades de padre, esse catarinense de Concórdia tem reconhecimento em
universidades no Brasil e exterior. Naquela sabatina, ele trouxe declarações bem
enfáticas:

– “O governo (do presidente Lula) está cego por um projeto
do século XIX de crescimento a qualquer custo, sem dar-se conta de que este
caminho levou a Terra ao estado doentio de hoje.”

– “O que os participantes do MST mais querem é trabalhar.”

– “O MST mantém esta bandeira: ou nos unimos para salvar a
terra, torná-la produtiva para todos e não apenas para os capitalistas do
campo, ou então a humanidade passará por terrível devastação da fome e da
miséria.”

– As igrejas históricas (católica, luterana, presbiteriana e
outras) não descobriram uma linguagem que falasse para as classes C e D.”

Eterno defensor da antiga esquerda, Boff não se conforma com
o afastamento da presidente da República, Dilma Rousseff (PT).
E, na sua conta
pessoal no Twitter, faz um discurso agressivo de retaliação e ataques. Ontem,
ele deixou claro isso incitando os manifestantes a machucarem os cavalos – e,
consequentemente, policiais – nas manifestações pelas ruas:

“Para nos defender contra o golpe policial e nosso direito
de nos manifestar nas praças compremos bolas de gude para derrubar os cavalos.”

Objetivamente, Boff sugere que se derrubem e se machuquem cavalos,
policiais (pais de família) e o que tiver pela frente para as manifestações
emplacarem. Mais tarde, mesmo com centenas de apoiadores e compartilhamentos,
Boff decidiu fazer esclarecimento após muita gente protestar contra sua
sugestão.

“Esclarecimento. Ao dizer para lançar bolinhas de gude nos
cavalos da polícia que vai com eles contra o povo, não quero amar menos os
cavalos. Os cavalos são nossos irmãos na comunidade de vida. Mas não devem
servir de meio para a polícia fazer mal aos manifestantes. Não são para isso.”

Ah, então tá Leonardo Boff: machuquem os cavalos, mas não
deixem de animar os animais.

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