Temos o novo vilão da inflação: ele é azedo, mas o preço do quilo é que está salgado!

Já foi o tomate, a carne bovina e o

frango. Todos já tiveram seu momento “vilão” da inflação brasileira. Pois, surpreendentemente, temos um novo protagonista: é o limão taiti. Tinha recebido esse comentário de um familiar, mas achava que era brincadeira o quilo da fruta estar custando quase R$ 10,00. Mas hoje fui fazer feira em um

supermercado de Novo Hamburgo e lá estava: R$ 8,98 o quilo do limão taiti! Adeus, caipirinha! Adeus, limonada!

Um detalhe que chamou a atenção: na gôndola onde se encontra o limão foi colocada uma discreta plaquinha com o valor. Diferentemente de todos os outros produtos, que divulgam o preço em cartazes chamativos com números gigantes, no caso do limão as cifras

precisam ser consultadas com lupa! Até porque

se o preço do quilo estivesse destacado com aquelas canetinhas de cores vibrantes

seria capaz de matar alguém do coração…

Consultando na internet, comprovei que o fenômeno não é só em Novo Hamburgo. Em Dourados (MS), o quilo do limão taiti já está em R$ 11,00!

Já em São Paulo, de acordo com a Fipe, o preço do limão subiu 15,97% segundo o IPC da terceira quadrissemana de setembro. O IPC-Fipe já havia apontado alta de 10,44% na segunda leitura do mês, de 8,56% no primeiro levantamento de outubro para o limão. Te cuida, picanha, o limão vem aí!

De acordo com a Agência Estado, em média nos últimos dias, o produtor negociou a caixa de 27 quilos da fruta entre R$ 90 e R$ 100. O valor é 20 vezes maior do que os R$ 5 por caixa cobrados em período de safra, com oferta alta, e mais que o triplo das médias mensais de R$ 30 por caixa de períodos de entressafra.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), o preço médio mensal para o mês de outubro pode superar o maior valor médio mensal registrado até então, de R$ 51,78 a caixa. “Até dezembro temos o período da entressafra, com período de menor oferta ainda. Se voltar a chover é possível melhorar a oferta com as frutas que não foram colhidas agora por conta da seca e que estão com o desenvolvimento atrasado”, disse Fernanda Geraldini Palmieri analista de mercado do Cepea.

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