Sou assinante e leitor da revista Veja há anos. Não sou advogado da Veja nem tenho qualificação para isso. Contudo, após o que li nas últimas semanas – especialmente nos últimos dias – sou obrigado a me manifestar.Como jornalista, sou um feroz defensor da liberdade de imprensa!
Apesar de assinar e ler a revista, não concordo com tudo o que está escrito. Discordo de capas e manchetes. Não entendo determinadas abordagens na editoria de Política. Questiono enfoques editoriais e jornalísticos. Leio, ignoro ou tiro minhas conclusões.
Acontece que nos últimos dias os milhões de leitores da revista estão sendo rotulados e acusados das piores ofensas possíveis. Uma onda de despautérios se espalhou nas redes sociais – Facebook e Twitter – distribuindo ódio e rancor para cima da revista e, inacreditável, de seus leitores. Jornalistas abertamente
comprometidos com partidos políticos,
professores universitários, formadores de opinião questionadores do
jornalismo da Veja – quando aceitam pressões políticas em troca de propaganda -, entre
outros,
soltam adjetivos desqualificando e destruindo a revista e seus leitores. Eu exijo mais respeito. Não aceito ser agredido moralmente por ser assinante.
A revista Veja não é só política. Sou fã das editorias de Cinema, Música, Teatro e TV, com suas críticas a espetáculos e entretenimento. Devoro os artigos tratando sobre educação e prestação de serviços. As páginas amarelas trazem entrevistas com especialistas do mundo inteiro aprofundando
questões atuais e relevantes do planeta – clima e meio ambiente, trânsito, violência, economia.
A revista traz pautas internacionais com abordagens exclusivas. Reportagens sobre história e descobertas científicas estão sempre presentes. E por gostar de ler estes assuntos devo ser tratado como “degradado intelectual”, “acéfalo” e “palhaço”, entre outras coisas absurdas que já li? Só os amantes da censura, os desequilibrados ou os comprometidos com causas políticas agem desta forma.
A Veja, como qualquer veículo de comunicação, pagará dentro da lei por crimes, mentiras, acusações e difamações. É para isso que existem leis e o sistema Judiciário. Embora, este está com inclinações políticas cada vez mais visíveis, com benefícios para diversos partidos. De qualquer forma, ainda é o melhor caminho. A censura, o controle da mídia pelo Estado, a retirada de exemplares de bancas e outros procedimentos autoritários e ditatoriais são o mais perverso e nebuloso retrocesso que este país pode ter.
Não gosta da Globo? Troca de canal! Não gosta de Veja? Não assine! Não gosta do meu trabalho? Não me lê. Não quer ser meu amigo no Facebook? Desconvida! Livre arbítrio. Ninguém é obrigado.
Sou assinante da Veja. Não concordo com tudo que está escrito. Mas como leitor e assinante exijo respeito.
PS: Em relação à capa desta semana: houve exagero editorial a partir de uma denúncia não comprovada.
