Setor calçadista com prejuízos: 50% da produção parada e mais de 30% de embarques para o exterior em espera

Em sintonia com as
manifestações
da
Confederação
Nacional das
Indústrias
(CNI), das
Federações
Estaduais e de
diversas
associações
setoriais, a
Associação
Brasileira das
Indústrias de
Calçados
(Abicalçados)
manifesta sua
preocupação
com os
desdobramentos
e
consequências
da greve no
abastecimento
de
matérias-primas
e insumos
necessários à
produção e, em
consequência,
com as perdas
decorrentes da
descontinuidade na atividade, da dispensa de pessoal, além da
impossibilidade
de embarque de
produtos
prontos aos
mercados.

Em levantamento feito entre as principais empresas produtoras, correspondendo a aproximadamente 70% da produção anual do setor, constatou-se que 49% da força de trabalho da indústria calçadista encontra-se ociosa em razão do desabastecimento e que, na outra ponta, cerca de 32% dos embarques de calçados prontos correspondendo a um mês de atividades encontram-se em depósito nas fábricas, aguardando condições de tráfego para encaminhamento aos compradores.

Ainda mais, caso o abastecimento de insumos não se normalize, 84% das empresas serão obrigadas a suspender as atividades de manufatura no dia 1º de junho, sexta-feira próxima.


Finalmente, caso a situação não se regularize até o início
da semana próxima, praticamente todas as fábricas serão atingidas.

Atualmente o Brasil possui 2,5 mil indústrias de calçados – e mais de 5 mil
empresas prestadoras de serviços, que dependem diretamente da atividade, com
uma força de trabalho de em torno de 300 mil pessoas. Em caso da não reversão
rápida da situação, o impacto atingirá a mais de 230 mil trabalhadores no
curtíssimo prazo.

Os prejuízos são incalculáveis e atingem a sociedade: trabalhadores, empresas e
governos. Cabe, pois, urgentemente, um posicionamento de todos para retornar a
normalidade, para que cada segmento, com desprendimento, cumpra com sua parte
em benefício do todo.

Assim, as rodovias devem ser desimpedidas, os bens ter livre circulação, as
empresas operar normalmente e os governos buscar os mecanismos de compensação
necessários, sem onerar a já combalida competitividade da economia.

É absolutamente inaceitável o aproveitamento da situação para fins espúrios,
seja de caráter pessoal, empresarial ou político. O Estado dispõe de mecanismos
para o restabelecimento da ordem e é preciso que se implementem as ações
necessárias e eficazes para tanto.

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