As últimas 48 horas registraram dois casos extremamente tristes e alarmantes.
Foram duas ocorrências, nos estados do Ceará e São Paulo, que resultaram nas mortes de seis policiais. Os autores dos crimes eram igualmente policiais, colegas de trabalho das vítimas.
Os autores dos disparos fatais foram detidos.
CAMOCIM – CEARÁ
Quatro policiais civis foram assassinados a tiros na Delegacia Regional de Camocim, cidade do interior cearense. Eles foram surpreendidos por um colega que estava de folga e chegou ao local já atirando. A chacina aconteceu na madrugada deste domingo (14).
Em sua página no Twitter, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), lamentou as mortes dos policiais.
“Estou absolutamente consternado diante do trágico episódio ocorrido na delegacia de Camocim, quando quatro policiais civis perderam a vida após ataque de um colega, segundo registro policial. Manifesto a minha solidariedade às famílias, amigos e profissionais da Segurança Pública do estado. O governo do Ceará dará todo o apoio necessário aos familiares das vítimas”, escreveu o governador.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e seus órgãos vinculados, em especial a Polícia Civil do estado (PC-CE), lamentaram a tragédia, que vitimou mortalmente os escrivães Antônio Cláudio dos Santos, Antônio José Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira. “O suspeito, também policial civil, foi preso. A ocorrência está em andamento. O local está isolado e passa por perícia”, diz a nota.
A secretaria reconheceu os serviços prestados à sociedade cearense pelos policiais assassinados e colocou à disposição dos familiares e amigos das vítimas “todo o aparato das instituições”.
O motivo do crime está sendo investigado. O autor dos assassinatos se entregou no quartel da Polícia Militar, onde permanece preso e deverá prestar depoimento às autoridades.
SALTO – SÃO PAULO
Em Salto (SP), um policial militar matou dois colegas de trabalho, na manhã desta segunda-feira (15). O ataque foi registrado por volta das 9 horas. O atirador se entregou após disparar os tiros e foi detido.
Segundo apurações iniciais, um sargento invadiu e trancou uma sala na 3ª Companhia da Polícia Militar de Salto. A seguir, ele atirou contra as vítimas: um sargento e o capitão Josias Justi, comandante da Polícia Militar na cidade.
O atirador estava com um fuzil e a motivação do crime é desconhecida. A corregedoria da Polícia Militar de São Paulo acompanha o caso.
