O Brasil está entre os dez países mais violentos e perigosos
do mundo para jornalistas trabalharem. Os relatórios da Federação Internacional
de Jornalistas (FIP) e Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) vêm
posicionado o país sempre no topo de cima de listas que indicam o
recrudescimento da violência contra os profissionais da imprensa.
A repórter Larissa Carvalho, da TV Globo/Globo News, sentiu
na pele o que os relatórios vêm apontando há anos. A jornalista foi agredida na
madrugada desta terça-feira,17, quando falava ao vivo sobre a cobertura da rebelião no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das
Neves, na Grande Belo Horizonte, em Minas Gerais.
A agressão aconteceu logo depois de a jornalista entrar no
jornal da Globo News. Assim que a repórter começou a falar, uma mulher, parente
de um detento, a empurrou, e ela caiu. A agressora foi contida por um policial
militar e foi detida. A transmissão foi interrompida e o apresentador comentou sobre o incidente. Em seguida, a repórter voltou a entrar ao vivo,
desta vez com proteção policial. Ela informou que não se machucou.
É importante lembrar que não são apenas agressões físicas
que colocam o Brasil nesse desagradável ranking. Existem também agressões
morais e práticas de censura, além de ataques à liberdade de imprensa – inclusive praticadas
recentemente em Novo Hamburgo. No mais atualizado Ranking da Liberdade de
Imprensa, o Brasil ocupa agora o 104º lugar em um total de 180 países. Em 2010, o Brasil ocupava
o 58º lugar.
