Por 7 votos a 4, ministros do STF reajustam próprios salários em 16,8% e abrem espaço para efeito cascata

É dinheiro público. Ou seja, tem dinheiro.

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Por 7 votos a 4, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram enviar, nesta quarta-feira (08) ao Congresso Nacional proposta de aumento dos salários dos ministros da Corte , para 2019.

O salário atualmente é de R$ 33,7 mil e o percentual de reajuste, de 16,8%. O salário dos ministros poderá superar R$ 39 mil, valor que provocaria efeito cascata nos salários do funcionalismo – o subsídio dos ministros é o valor máximo para pagamento de salários no serviço público. O índice de 16,8 %é referente à recomposição dos subsídios com base na inflação apurada entre 2009 e 2014.

A inclusão, que foi decidida em uma sessão administrativa, é tratada anualmente e deve ser enviada ao Ministério do Planejamento até o dia 31 deste mês para compor o Orçamento dos Três Poderes que será analisado pelo Congresso.

A inclusão do reajuste foi proposta pelo ministro Ricardo Lewandowski, acompanhado pelos ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ao aprovarem o reajuste, os ministros fizeram questão de ressaltar que caso o projeto de lei seja aprovado pelo Congresso, não haverá aumento de despesas no Tribunal porque, para fazer frente ao valor adicional, cerca de R$ 2,8 milhões, correspondente ao reajuste previsto no projeto, será realizado remanejamento de despesas de custeio do Tribunal.

Assim, o reajuste não impactaria no valor total da proposta orçamentária para 2019, que continuará a ser de R$ 741.428.915,00, conforme apresentado pela ministra Cármen Lúcia.

Votaram a favor do aumento os ministros Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Alexandre de Moraes.

A presidente da Corte, Cármen Lúcia, votou contra o reajuste, assim como os ministros Rosa Weber, Edson Fachin e Celso de Mello.

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