Petrobras reduz em 10% preço do gás de cozinha. Com famílias cozinhando em casa, demanda cresceu 35%

Mais um efeito do isolamento social: aumentou significativamente o consumo de gás de cozinha no Brasil.

Com as famílias em confinamento, as refeições passaram a ser realizadas com mais frequências nos lares – e não mais em restaurantes, padarias ou bares.

De olho nessa movimentação de consumo, a Petrobras reduziu nesta terça-feira (31) em 10%, o preço dos botijões de 13 quilos do gás liquefeito de petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha.

A estatal informou que o preço médio nas refinarias será equivalente a R$ 21,85 por botijão de 13 kg. No acumulado do ano, a redução é de cerca de 21%.

A Petrobras diz que conta com as distribuidoras e revendedores para que essas reduções do preço do botijão de gás cheguem ao consumidor final.

35%

De acordo com levantamento feito pelo Chama, aplicativo que conecta revendedores de botijões de gás a consumidores em sete capitais e regiões metropolitanas, março já apresenta o melhor resultado de vendas nos últimos 12 meses.

Além disso, as vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (popularmente chamado de gás de cozinha) subiram 35% em todo o país.

REFORÇO

A Petrobras informou que está reforçando o abastecimento do gás liquefeito de petróleo (GLP), através de compras adicionais já efetuadas dentro do seu programa de importação.

As importações adicionais se somarão às produções atuais das refinarias da região Sudeste, com a chegada de três navios no porto de Santos, sendo que o primeiro foi nesta segunda-feira (30) e os outros dois, nos dias 6 e 10 de abril.

Segundo a Petrobras, cada navio tem capacidade adicional de 20 milhões de quilos de GLP, equivalente a 1,6 milhão de botijões de 13 quilos.

Nos últimos dias, houve uma corrida às distribuidoras para estocar botijões de gás de cozinha. De acordo com a companhia, “não há qualquer necessidade de estocar GLP neste momento, pois não haverá falta de produto para abastecer a população”.

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