Quando era pré-candidato à presidência, o agora presidente da República, Jair Bolsonaro, se somou aos protestos de caminhoneiros pelo alto preço dos combustíveis. Em maio de 2018, o litro da gasolina estava levemente acima de R$ 4,00.
Na oportunidade, Bolsonaro afirmou que o presidente – na época, Michel Temer – teria de tomar alguma atitude para conter os aumentos.
Como se vê agora, a fala de Bolsonaro no período pré-eleitoral não tinha fundamento.
Ele é o presidente e os brasileiros estão sofrendo há meses com o preço dos combustíveis nas alturas.
Nesta quinta-feira (10), a Petrobras anunciou, no Rio de Janeiro, reajustes de preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras a partir de amanhã (11) após 57 dias sem aumento.
O reajuste da gasolina será de 18,7% e do diesel de 24,9%
O preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro.
Nos postos de combustíveis, o litro da gasolina vai passar de R$ 7,00 e R$ 8,00 por litro, dependendo o município.
Reforçando: na greve dos caminhoneiros, em 2018, o litro da gasolina estava um pouco acima de R$ 4,00.
“Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,37, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,44 por litro”, informou o comunicado da empresa
Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras subirá de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. “Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,25, em média, para R$ 4,06 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,81 por litro”, diz a nota.
GÁS
Para o GLP [gás liquefeito de petróleo], de acordo com a empresa, o último ajuste de preços vigorou a partir de 9 de outubro do ano passado. A partir de amanhã, o preço médio de venda do GLP da Petrobras, para as distribuidoras, subirá de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg.
“Esse movimento da Petrobras vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda”, afirmou a companhia.
Apesar da disparada dos preços do petróleo e seus derivados em todo o mundo, nas últimas semanas, como decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, a Petrobras informou que decidiu não repassar a volatilidade do mercado de imediato, fazendo monitoramento diário dos preços de petróleo.
“Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, disse o comunicado. Com informações da Agência Brasil da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)
